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Nova novela “Velho Chico”, da Globo, leva Shakespeare para o Sertão do Brasil

Amores proibidos, disputas entre famílias e o majestoso rio São Francisco fazem parte do pano de fundo da trama de Benedito Ruy Barbosa, que estreia na próxima segunda (14), às 21 horas


segunda-feira, 14/março/2016
Nova novela “Velho Chico”, da Globo, leva Shakespeare para o Sertão do Brasil

Depois de mais de 10 anos longe do horário nobre, o escritor Benedito Ruy Barbosa e o diretor Luiz Fernando Carvalho estão de volta na próxima novela das 21 horas, com uma história de amor shakespeariana à moda brasileira, que se passa no sertão nordestino, às margens do rio São Francisco. Velho Chico narra o amor pelo rio, pelo Brasil, pela natureza e se revela na grandeza do sentimento de amantes proibidos, no melhor estiloRomeu e Julieta. Do outro lado das margens desses amores, habita a ganância, a ambição desenfreada, o coronelismo arcaico e a paixão pelo poder a qualquer custo.

“É um reencontro com a brasilidade, com a história do nosso país e de sua gente, dos amores puros e dos desencontros, uma declaração de amor à nossa terra, contada com uma emoção brasileira, nossa! Um romance que começa na década de 1960 e desemboca numa atualidade cercada de contradições. Uma novela de amor, mas também emoldurada por uma crítica social”, destaca o diretor.

A novela de Benedito Ruy Barbosa, também escrita por Edmara Barbosa e Bruno Barbosa, terá duas fases que transcendem gerações. “Estamos trabalhando com divergências de opiniões e pontos de vista, o que é uma experiência fantástica”, revela Bruno. Aos 27 anos, ele escreve os capítulos com sua mãe, de 55 anos, e não dispensa a constante consulta ao seu avô, que está com 84 anos. A diferença de idade é justamente o que traz riqueza para a história, que tem o DNA beneditino com um olhar contemporâneo.

A primeira fase começa na década de 1960 e discorre sobre a luta pelo poder entre duas famílias rivais, em uma rixa que atravessa gerações. Anos depois, a segunda fase da trama mostra como a briga inicial impactou a vida dos personagens e destaca umajuventude que não tem medo de lutar pela justiça e que bate de frente com os fantasmas do passado.

Tudo começa com o velho coronel Jacinto (Tarcísio Meira), patriarca, rico e rude, dono de quase tudo na fictícia Grotas de São Francisco, e que comanda há muitas décadas a política e a economia local. Ele vive com a esposa Encarnação (Selma Egrei), marcada pela perda do primogênito, afogado nas águas do São Francisco, deixando o caçula Afrânio de Sá Ribeiro (interpretado por Rodrigo Santoro, depois de doze anos longe das telinhas, e Antonio Fagundes) como o único herdeiro da família.

Preterido pela mãe, Afrânio foi estudar em Salvador, onde formou-se em Direito, mas segue vivendo às custas do pai. Envolvido pela cultura efervescente da cidade grande, ele se apaixona por Iolanda, vivida por Carol Castro e Christiane Torloni, que trabalharam juntas para construir uma cantora sem amarras e à frente de seu tempo. Eles vivem uma história de amor que é encerrada abruptamente com a morte do coronel Jacinto, que desencadeia o retorno de Afrânio para assumir os negócios do pai.

Famílias rivais
Durante viagem em visita aos parceiros do coronel falecido, por toda a região nordestina, Afrânio conhece Leonor (Marina Nery), filha de Aracaçú (Carlos Betão), e se envolve com a menina. Ameaçado pelo pai da moça, o jovem acaba casando com ela, que passa a viver na fazenda com a sogra Encarnação, que a rejeita por ser uma mulher de classe mais baixa. O fruto desse casamento é Maria Tereza (Isabella Aguiar, Julia Dalavia e Camila Pitanga). Leonor, no entanto, continua a tentar a dar um herdeiro homem a Afrânio, mesmo sofrendo danos irreparáveis no parto da menina. Ela acaba dando à luz a Martim (Davi Caetano e Lee Taylor), que nasce marcado pela morte da mãe e desde cedo mostra seu desejo de desbravar o mundo.

A luta pelo poder começa com a cobiça de coronel Jacinto pelas pequenas, mas férteis, terras do idealista capitão Ernesto Rosa (Rodrigo Lombardi), casado com Eulália, interpretada pela curitibana Fabiula Nascimento. O casal não tem filhos, mas cria Luzia (Carla Fabiana, Larissa Góes e Lucy Alves) encontrada ainda bebê em meio a plantação de algodão da família. O capitão e a esposa também acolhem Belmiro (Chico Diaz) e Piedade (Cyria Coentro), um casal retirante que chega em Grotas com o filho, Santo (Rogerinho Costa, Renato Goes e Domingos Montagner). Santo e Luzia, crescem juntos, como irmãos, mas a menina nutre uma paixão secreta por ele, que a cada dia cresce mais.

Amor proibido
Os ideais de igualdade e justiça social da família Rosa batem de frente com a constantebusca pelo poder dos Sá Ribeiro e Afrânio continua a luta do pai pela conquista das terras vizinhas. Mas os destinos da filha do coronel, Maria Tereza, e de Santo, filho do retirante, se cruzam, ainda na infância. E é nas águas do rio São Francisco que nasce esse amor proibido que passa a guiar a história da novela.

Com o passar dos anos a história de Maria Tereza e Santo se torna ainda mais intensa e gera muitos ciúmes em outros jovens da região, como Luzia, eternamente apaixonada por Santo, e Cícero (Lucca Fontoura, Pablo Morais e Marcos Palmeira), filho de criação de Afrânio, apaixonado pela meia-irmã.

Ele conta do romance proibido ao pai da moça que a manda para um convento, tentandoafastá-la de seu grande amor. O que ninguém sabia é que Maria Tereza já estava esperando um filho de Santo. Ela tenta se comunicar com o amado por meio de cartas, mas Luzia intercepta a comunicação e Santo não fica sabendo do herdeiro. Logo a gravidez de Maria Tereza é descoberta no internato e ela volta para casa, onde é obrigada a se casar com Carlos Eduardo (Rafael Vitti / Marcelo Cerrado), jovem rico e de caráter duvidoso que assume o filho de Santo, Miguel (Gabriel Leone).

Martim, o filho viajante do coronel Afrânio, sempre foi uma criança inquieta e seus desejos de explorador levaram-no a percorrer o mundo como jornalista. A segunda fase da novela é marcada pelo retorno dele à casa dos pais, na Fazenda de Grotas. O jovem deseja percorrer o São Francisco em busca das belezas do rio, mas chegando lá reencontra o sobrinho Miguel e vê nele um grande parceiro. Eles logo se aliam para implantar um projeto sustentável nas terras do Coronel Afrânio. Aí começa uma luta entre gerações que se dividem entre a busca pelo poder e o desejo de justiça.

É muito difícil encontrar algum ator brasileiro que não tenha vontade de se aventurar em uma carreira internacional. Mas Rodrigo Santoro garante que esse caminho também gera sonhos inversos. Há 13 anos sem conseguir fazer novelas no Brasil, o petropolitano de 40 anos finalmente realiza um desejo antigo: se reaproximar do gênero que faz tanto sucesso em nosso país. Santoro interpreta o fazendeiro Afrânio em Velho Chico, durante a primeira fase da trama, que dura 24 capítulos – na segunda fase, o papel passa a ser de Antonio Fagundes.

“A novela dialoga com o público de uma forma diferente por inúmeras questões. Desde o horário em que é exibida até a forma de folhetim. E eu me sentia afastado desse lugar há muito tempo, com uma necessidade de me aproximar. Tem a história, o fato de trabalhar de novo com o Luiz (Fernando Carvalho, diretor) e saber que eu ia passar por esse processo”, afirma o ator.

As gravações da primeira fase se concentraram, em grande parte, no Nordeste, que serve de locação para a novela. Uma região que Rodrigo assume ter conhecido com mais profundidade agora, já que, até então, suas experiências ali eram quase sempre como turista. “Tive uma oportunidade muito especial de conhecer as entrelinhas do sertão. Estávamos ali com as texturas, interagindo com o que é real, o que é vivo. As pessoas que encontrei me tocaram demais”, conta. (Estadão Conteúdo)

Estrela fala sobre sua estreia ao lado do diretor Luiz Fernando Carvalho e do autor Benedito Ruy Barbosa na novela Velho Chico:

Como é trabalhar com o diretor Luiz Fernando Carvalho em uma novela de Benedito Ruy Barbosa?
Trabalhar com o Luiz Fernando nos leva para a magia sagrada do teatro, é uma maneira totalmente fora do convencional de se fazer televisão. Fazer parte desse projeto é a realização de um sonho.

Como foi a sua preparação para viver a Eulália?
Foram dois meses de preparação intensa, treinamento vocal, corporal, pesquisa e construção do personagem.

Quais foram seus maiores desafios para criar essa personagem?
A nossa profissão é sempre um desafio, dar vida a uma nova mulher é sempre complicado. Uma das minhas maiores dificuldades foi adaptar o sotaque, que é muito diferente. Quando cheguei em Alagoas, Eulália já estava pronta, mas acabei mudando muita coisa depois de conviver com a cultura local. Minha personagem não seria a mesma se eu não tivesse estado lá. Ela é uma mulher da terra e conviver com pessoas como ela foi muito enriquecedor.

Como foi trabalhar com o ator Rodrigo Lombardi?
Foi uma belíssima surpresa. Ele é muito companheiro, talentoso e construímos uma grande amizade. Tenho muito orgulho de fazer parte desse projeto com ele.

O que podemos esperar da novela?
A novela é uma história de amor brasileira e, embora comece na década de 1960, mostra disputas, tragédias e rivalidades que existem até hoje, o que a deixa muito contemporânea. Vamos representar o ser humano brasileiro em sua essência. Por isso, é uma história de amor que dialoga com qualquer pessoa. É como um livro muito bom de ler que você não quer largar.

Elenco

Conheça os atores e os personagens da próxima novela das nove:

Tarcísio Meira será o Coronel Jacinto em ‘Velho Chico’, pai de Afrânio, personagem de Rodrigo Santoro.

 

Na pele de Belmiro, Chico Diaz vive um homem esperançoso e teimoso. O retirante será marido de Piedade.

 

Julio Machado fará o papel de Clemente, o braço direito de Jacinto e, depois, de Afrânio.

 

Umberto Magnani será o Padre Romão. Querido por todos, ele vai até transitar entre famílias rivais.

 

Barbara Reis dará vida a Doninha, fiel escudeira dos Sá Ribeiro. Ela será casada com Clemente e mãe de Cícero.

 

Cyria Coentro viverá Piedade, mulher de Belmiro  e terá confrontos com o marido por sua teimosia.

 

Gazeta do Povo

 

 


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