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Agricultores familiares apostam na produção de morangos semi-hidropônicos

Em sua propriedade no Guabiroba, a agricultora Marisa Ferreira agora divide espaço entre o cultivo de morangos com as hortas e verduras


quarta-feira, 02/março/2016
Agricultores familiares apostam na produção de morangos semi-hidropônicos

Por meio do Programa Vida Rural, da Secretaria de Agricultura, muitos projetos estão sendo desenvolvidos pela atual administração para a melhoria da qualidade de vida no campo, principalmente no incentivo à agricultura familiar. Um deles é o projeto de fruticultura que incentiva e orienta a respeito do cultivo para a produção de morangos semi-hidropônicos. Neste modelo de plantação, os frutos são plantados em estufas, onde o sistema é diferente do convencional. “Quem investe nesse tipo de produção, terá a certeza de um fruto mais limpo e de qualidade”, comenta o técnico da Secretaria de Agricultura, José Aurizonas Rocha.

Em sua propriedade no Guabiroba, a agricultora Marisa Ferreira agora divide espaço entre o cultivo de morangos com as hortas e verduras. Em nove meses de trabalho, ela já comemora os resultados positivos. “Com o incentivo da Secretaria de Agricultura, comecei do zero com a produção do morango. Por mais que sentisse um pouco de medo no início, todo investimento está sendo recompensado, pois a demanda é bem grande”, destaca a agricultora, que pretende ampliar a produção. “Além dos materiais para a estufa, investimos em 9 mil mudas de morango chileno. Ainda estamos no começo, a ideia é ampliar o cultivo”, comemora Marisa, que vende toda a produção no comércio local.

De acordo com o Secretário de Agricultura, Itacir Vezzaro, as vantagens do processo semi-hidropônico são inúmeras, entre elas a contribuição para a diversificação nas pequenas propriedades. “Esse processo é diferente da produção convencional que acontece diretamente no solo. Ainda, a plantação do morango semi-hidropônico ocupa um espaço pequeno, podendo produzir em grande quantidade. São oito plantas por metro quadrado. Esse sistema de produção pode ser utilizado por três anos. Nesse período não precisa fazer a rotação, como acontece no chão, por causa das doenças”, conclui Itacir, destacando que a Secretaria de Agricultura auxilia os produtores que desejam também participar de projetos como este.


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