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Cortar araucárias em Curitiba ficará ainda mais difícil

Portaria suspendeu a partir do dia 8 de fevereiro todas as autorizações. Corte será permitido apenas em casos de utilidade pública, interesse social ou quando a árvore oferecer risco


terça-feira, 14/março/2017
Cortar araucárias em Curitiba ficará ainda mais difícil

A gestão de Rafael Greca (PMN) decidiu suspender retroativamente a partir do dia 8 de fevereiro todas as autorizações para o corte de araucárias em Curitiba. A retirada dessa espécie já era restrita, mas agora o processo será ainda mais rigoroso, segundo a superintendente de Controle Ambiental, Marilza do Carmo Dias. Haverá autorização de corte apenas em casos de utilidade pública, interesse social ou quando a árvore oferecer risco à vida ou ao patrimônio.

De acordo com Marilza, a ideia é proteger a espécie símbolo da cidade e do estado. “A araucária sempre foi tratada com bastante rigor nas autorizações de corte, mas era considerada como as demais espécies nativas. Agora há uma proibição. Somente haverá autorização com o devido estudo técnico da necessidade e dentro de pré-requisitos claros”, afirmou.

A superintendente da secretaria do Meio Ambiente deu um exemplo: “Um espaço com cobertura de bosque em 100% pode ter uma taxa de utilização de 30% pela legislação. Se eventualmente houver araucárias nesse espaço, o projeto terá de contemplar a preservação dessa espécie”. Até então, diz Marilza, poderia haver cortes de árvores nessa área a ser construída – inclusive de araucárias.

Mais de 50 pedidos de corte de araucária que já haviam sido protocolados na prefeitura estão suspensos com a medida. Apesar de ela ser retroativa ao dia 8 de fevereiro, licenças emitidas e ainda não executadas cujo prazo se estendia para além dessa data também estão suspensas. Uma autorização de corte tem validade de seis meses. Os autores do pedido já estão sendo notificados, segundo o município.

Em nota, a prefeitura informou que a suspensão se dará por tempo indeterminado visando a preservação da espécie. “Para os casos de casos de utilidade pública, interesse social ou quando a árvore oferecer risco a vida ou ao patrimônio, o pedido de corte será avaliado individualmente com vistoria no local e encaminhado para deliberação do prefeito”.

Apesar de ser uma espécie ameaçada de extinção, com apenas 0,8% da distribuição original em condições conservadas, o corte da árvore símbolo do Paraná era liberado em algumas situações. Em julho do ano passado, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) decidiu proibir os cortes dessa espécie – mesmo aqueles que tinham autorização. A medida, que acabou sendo estendida até janeiro deste ano, atendeu a uma recomendação do Ministério Público do Paraná após diversas organizações denunciarem a derrubada irregular dessas espécies.

Gazeta do Povo


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