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Mel catarinense é eleito o melhor do mundo em congresso na Ucrânia

Critérios como gosto, aroma e consistência classificaram o mel de Araranguá, no Sul


segunda-feira, 07/março/2016
Mel catarinense é eleito o melhor do mundo em congresso na Ucrânia

Gosto, aroma e consistência qualificaram o mel da Prodapys, de Araranguá, no Sul de Santa Catarina, como o melhor do mundo em um congresso na Ucrânia. Atualmente, o Estado é o quinto maior produtor do país e possui cerca de 350 mil colmeias. De olho no mercado interno, um programa de de incentivo promete aumentar a produção melífera catarinense.

Critérios como gosto, aroma e consistência classificaram o mel de Araranguá, no Sul de Santa Catarina, como o melhor do mundo e renderam ao país uma medalha de ouro, conquistada durante um congresso de apicultores na Ucrânia neste mês.

Mas o mel de melato de bracatinga, campeão entre os 86 países concorrentes, não interessa tanto ao consumidor brasileiro. Célio da Silva, fundador e diretor da Prodapys, diz que o motivo pelo qual o produto que mais agradou os jurados estrangeiros não está nas prateleiras dos supermercados porque até recentemente não tinha valor comercial.

— Primeiro porque as pessoas não gostavam do sabor dele, e segundo porque os apicultores não gostavam de trabalhar com ele. Mas descobrimos que esse mel tinha uma ótima aceitação na Alemanha. Hoje é o nosso produto mais caro e que paga mais ao apicultor.

Presente desde 1989 nos congressos da Federação Internacional de Associações de Apicultores (Apimondia), a Prodapys é uma das principais exportadoras de mel no país. A empresa chega a processar cerca de 3 mil toneladas de mel por ano, e exporta anualmente 150 contêineres com destino a Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Espanha e Japão. Além disso, a empresa compra mel de apicultores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Maranhão.

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Perspectiva de expansão do mercado brasileiro

Tarciano Santos da Silva, gerente de Exportação da Prodapys, conta que é mais prático exportar, enquanto que no Brasil o esforço ainda é hercúleo para vender muito menos.

— O Brasil não tem cultura de consumir mel como alimento. Aqui se come geleia e não mel — aponta.

A medalha de ouro, no entanto, gerou a vontade de sair das prateleiras das casas de produtos naturais, onde a versão comestível do produto final é comercializada, para entrar também nas gôndolas dos supermercados brasileiros.

— No ano que vem queremos mudar isso. Muita gente não compra porque tem receio de que o mel seja adulterado. Queremos promover as medalhas e certificações que a empresa tem e o fato de que quem avaliou que esse mel é gostoso foram pessoas especializadas.

:::Incentivo aos produtores

Santa Catarina, que já foi líder nacional em produção de mel, vem perdendo espaço para Estados maiores. Atenta a esse cenário, a Secretaria da Agricultura e Pesca lança hoje um programa de incentivo aos apicultores.

Trata-se do financiamento, a partir de janeiro do próximo ano, para a compra de 490 kits com equipamentos para a produção de mel, no valor de R$ 1,8 mil cada. Cada kit é composto por seis colmeias, macacão com máscara, fumegador, luvas, cera especial e mais outros 10 instrumentos.

Ao adquiri-lo, o produtor terá dois anos de prazo para pagamento com parcela anual. Se o pagamento for único, o produtor terá desconto e vai pagar R$ 1.260. Os interessados devem procurar – a partir de janeiro – os escritórios da Epagri em suas cidades.

:::Mais por quilômetro quadrado

Santa Catarina pode não ter a maior produção de mel do Brasil – hoje o Estado ocupa a quinta posição – mas, segundo Walter Miguel, veterinário e gerente da Cidade das Abelhas da Epagri, Santa Catarina se destaca na qualidade e na diversidade do produto. Além disso, é o Estado brasileiro que mais produz mel por quilômetro quadrado.

O território catarinense tem mais de 30 mil famílias rurais dedicadas à apicultura, com um total de 350 mil colmeias instaladas e uma produção média de seis mil toneladas de mel por ano, de acordo com a Federação e Associação dos Apicultores do Estado (Faasc).

O veterinário da Epagri afirma que a maioria dos produtores de mel catarinenses encara a atividade como uma cultura paralela.Na região Sul, os apicultores são considerados profissionais, com dedicação integral à produção de mel e adeptos da apicultura migratória.

Na modalidade, explica Miguel, os agricultores movem suas colmeias para diferentes regiões, como os campos de maçã e pera do Estado.

— A produção de mel é uma excelente alternativa para o produtor rural, principalmente porque o custo inicial não é alto — aponta o veterinário.

Segundo ele, é possível iniciar uma produção com 50 colmeias por cerca de R$ 5 mil. No primeiro ano de atividade, a margem de lucro costuma ficar em 70% e, no segundo, é possível alcançar 100% de lucratividade. Hoje o quilo de mel para o produtor vale em torno de R$ 6.

Walter Miguel ressalta que o produtor precisa buscar capacitação e aprender técnicas e formas de manejo que vão aumentar a sua produtividade.

*Colaborou Janaina Cavalli

DIÁRIO CATARINENSE

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