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Plantio da safra de verão começa com expectativa de colher 23,1 milhões de toneladas no Paraná

Volume é 8% menor do que o obtido na safra 16/17, que alcançou 25,3 milhões toneladas. Maior queda é na área de milho, segundo o governo.


domingo, 03/setembro/2017
Plantio da safra de verão começa com expectativa de colher 23,1 milhões de toneladas no Paraná

Os agricultores paranaenses começaram a plantar os grãos da safra de verão de 2017/2018, a principal do estado. A expectativa, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), é de colher 23,1 milhões de toneladas.

O volume é 8% menor do que o obtido na safra 16/17, que alcançou 25,3 milhões toneladas. A queda deve ser principalmente na área de milho. A área de feijão deve se manter, enquanto a de soja deve aumentar.

A estimativa de produção inicial é feita com base na média histórica de produtividade. Na safra 2016/2017, as principais culturas plantadas no estado tiveram níveis de produtividade considerados excelentes, porque contaram com clima favorável, além da boa tecnologia utilizada pelos produtores paranaenses, o que permitiu um resultado acima das expectativas.

Soja

A área plantada de soja, a principal cultura do estado, deve passar de 5,2 milhões de hectares para 5,4 milhões de hectares, de acordo com o Deral — o que correspondea 91% de toda a área plantada com grãos de verão no Paraná.

A produção esperada, no entanto, deve cair 2%, com 19,5 milhões de toneladas colhidas. Segundo o economista do Deral Marcelo Garrido, a queda ocorre porque as condições de clima na safra anterior foram excepcionais e jogou a produtividade para patamar elevado.

Para ele, na safra que começa, a opção do produtor é plantar mais soja porque o grão ainda oferece bons preços em comparação às outras culturas.

Desde agosto do ano passado, o preço da soja caiu de R$ 68,17 a saca para R$ 56,92, devido à grande oferta mundial e também por causa do real mais valorizado frente ao dólar. Mesmo assim, o preço do produto é mais atrativo que outras culturas de verão como o milho e o feijão, ressaltou o técnico.

Milho

O plantio de milho deverá ter forte retração, devendo ser plantada a menor safra da história nesse período do ano, segundo o governo. A perda vai migrar para o plantio de soja, disse o técnico do Deral Edmar Gervásio. Segundo ele, a área plantada deve recuar 33% em relação à safra anterior, caindo de 513.627 hectares para 344.520 hectares.

Com isso, a produção será reduzida em 37% – passando de 4,9 milhões para 3 milhões de toneladas – uma redução de mais de 1,9 milhão de toneladas.

O técnico do Deral diz que os produtores desanimaram em plantar o milho durante o verão, porque os preços do grão despencaram no mercado, em função do excesso de oferta no Brasil inteiro. Os preços caíram de R$ 35 a saca, em agosto do ano passado para R$ 18 a saca, uma queda de 49%.

Os produtores optaram por plantar o milho na segunda safra, como já vem acontecendo em anos anteriores.

“Está plantando milho agora quem produz com tecnologia e obtém uma boa rentabilidade para compensar as quedas nas cotações” avaliou. Não haverá impacto para as principais cadeias produtivas consumidoras de milho (aves, suínos e leite) porque o mercado está abastecido. Além disso, essa queda de 30% na produção da primeira safra representa 10% que redução, quando computados os volumes das duas safras plantadas no Paraná”, detalhou.

Feijão

Os produtores de feijão devem manter a área plantada no ano passado mesmo com preços mais baixos no mercado. De acordo com o técnico do Deral Marcelo Garrido, muitos produtores estão apostando no plantio precoce do feijão das águas, para dar tempo de plantar a soja mais tarde.

A produção estimada pelo Deral na primeira safra de feijão é de 377.502 toneladas do grão, um aumento de 3% sobre a safra passada, cujo volume alcançou 368.189 toneladas. Os preços despencaram em 75% para o feijão de cor (de R$ 376 para R$ 92,36 entre agosto do ano passado e agosto deste ano).

O preço do feijão preto caiu de R$ 210,21 a saca para R$ 112,35 a saca no mesmo período. Segundo Garrido, houve aumento de produção em todo o País e o mercado, como no caso do milho, está abastecido.

g1


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