Superinformado Notícias
Facebook
Twitter
Instagram

Receita do agronegócio deve crescer mais de 10% em 2018


quarta-feira, 10/janeiro/2018
Receita do agronegócio deve crescer mais de 10% em 2018

O aumento dos preços internacionais das commodities e a demanda da China devem fazer de 2018 um ano positivo para o agronegócio do Paraná. O setor, um dos poucos que cresceu na crise econômica, se prepara para avançar ainda mais, mesmo com uma estimativa menor para a produção grãos.

“A safra paranaense de grãos será menor, por questões climáticas, como a La Niña, mas dentro dos patamares históricos. Vamos continuar a crescer na produção de frango, suínos e peixes, e devemos manter a posição de maior produtor de proteína animal do País”, diz o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

Ortigara ressalta que o agronegócio representa 30% da economia do Paraná e tem contribuído para o bom desempenho do Estado em indicadores de outros setores, como a indústria, comércio, serviços e geração de empregos. “A riqueza gerada no campo impacta toda a cadeia produtiva paranaense”, afirma.

A estimativa da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) é de que o faturamento do agronegócio volte a crescer acima de 10%. “Em 2017 devemos ter fechado com receita próxima de R$ 71 bilhões, mas com crescimento bem menor, em torno de 2% a 3% em relação a 2016”, explica Flávio Turra, gerente técnico da Ocepar.

Segundo ele, para 2018, com a retomada dos preços, a venda dos estoques de passagem e o aumento da industrialização da produção a perspectiva é que o setor volte a crescer a taxa de dois dígitos. A meta da entidade é que as 220 cooperativas do Estado atinjam um faturamento conjunto de R$ 100 bilhões nos próximos anos.

GRÃOS – Depois de um ano considerado excepcional para a safra paranaense, que bateu o recorde de 41,6 milhões de toneladas, 2018 deve ter uma colheita menor, mas que deve ser compensada pela melhora das cotações, de acordo com Turra. A China, principal comprador de produtos do Paraná, deve continuar a demandar tanto grãos quanto carnes.

A projeção do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, é que a safra total 2017/2018 fique em 35,5 milhões de toneladas, 10% abaixo da anterior.

“O que tivemos na safra 2016/2017 foi uma combinação de fatores favoráveis, com clima e alta produtividade. Foi uma marca histórica. Mas tudo indica que, mantido o clima bom, a produção da safra 2017/2018 será boa”, diz Francisco Carlos Simioni, diretor-geral do Deral.

 

INVESTIMENTOS – As cooperativas programam investimentos de R$ 2,2 bilhões para 2018, em novas plantas industriais, principalmente de abate de processamento de frango e suínos. É também na área de suínos que está em curso o maior investimento das cooperativas – um frigorífico que a Frimesa vai construir em Assis Chateaubriand, na região Oeste.

Considerado o maior da América Latina, o frigorífico, com capacidade para abater 15 mil cabeças, deve levar a produção de suínos do Estado para um novo patamar nos próximos anos.

Em produção de carne suína, o Paraná está em segundo lugar, com 21% de participação, atrás apenas de Santa Catarina, com 26%. A expectativa é que, como o novo projeto, o Estado passe a ser também o maior produtor.

FRANGOS – Maior produtor e exportador de frango do País, o Paraná é responsável por 36,57% das exportações nacionais. Exportou US$ 2,34 bilhões de janeiro a novembro de 2017 – 10% mais do que no mesmo período do ano passado.

A previsão do Sindicato da Indústria Avícola do Paraná (Sindiavipar), é que a produção e a exportação de aves do Estado cresça entre 4% e 6% em 2018. O setor deve se beneficiar da retomada do consumo interno em 2018, depois da queda provocada pela recessão.

A previsão da Associação Brasileira de Proteína Animal é que o consumo de carne de frango per capita volte a crescer, passando de 41 quilos para 42 quilos. Em 2011, o consumo chegou a 47 quilos per capita. “Essa retomada, no entanto, vai depender da velocidade da recomposição da renda. Isso deve influenciar o consumo de carnes e também de lácteos” diz o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara.

VULNERÁVEIS – De acordo com o secretário, o Estado vai dar continuidade aos programas para desenvolvimento do setor, com foco em sanidade, manejo de solos, microbacias, fomento à agricultura familiar e atenção especial a regiões mais vulneráveis, como as atendidas pelo programa Pró-Rural, que tem R$ 150 milhões com recursos do Banco Mundial (Bird).

O programa vem levando desenvolvimento e renda para produtores da região Central do Paraná. Atualmente são 132 municípios beneficiados com capacitação de agricultores, regularização fundiária, aquisição de patrulhas para estradas rurais e projetos de agroindustrialização.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br


Compartilhar
Compartilhe no Facebook
Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Google Plus

Leia Também
A caixa de pizza que você iria jogar fora pode salvar uma árvore

Preço do tomate fica 100% mais caro em dezembro, diz pesquisa

IBGE prevê safra de grãos 9,2% menor em 2018

Evento de agronegócio inova com ações interativas e surpreende mais de 4.500 pessoas


Radar meteorológico japonês é instalado no Paraná

Radar meteorológico japonês é instalado no Paraná


Fazenda paranaense é eleita a mais sustentável do Brasil

Fazenda paranaense é eleita a mais sustentável do Brasil


Plantio de mudas no Paço Municipal integra projeto acadêmico

Plantio de mudas no Paço Municipal integra projeto acadêmico


UEPG publica edital de programa de residência técnica ambiental

UEPG publica edital de programa de residência técnica ambiental