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Serviço de sanidade ajuda exportação de carne bovina do Paraná crescer 265%

Somente o Irã, que retirou suas restrições em 2015, respondeu por 49,62% dos embarques de janeiro a maio, com US$ 20,8 milhões.


segunda-feira, 13/junho/2016
Serviço de sanidade ajuda exportação de carne bovina do Paraná crescer 265%

O fim de embargos à carne bovina in natura do Paraná e o dólar mais favorável impulsionam as exportações do setor em 2016. De janeiro a maio desse ano, o Estado exportou US$ 41,9 milhões em carne bovina, volume 265% maior do que os US$ 11,5 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Os dados são de um levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic).

“O Paraná recuperou a credibilidade internacional no serviço de sanidade. Sem sanidade animal não tem negócio de exportação. Agora o desafio é buscar mercados de qualidade, que compram cortes nobres e pagam bem”, diz o diretor presidente da Adapar, Inácio Afonso Kroetz. Nos últimos dois anos, de acordo com ele, pelo menos 18 países já retiraram restrições impostas à importação da carne do Paraná.

MERCADOS – Somente o Irã, que retirou suas restrições em 2015, respondeu por 49,62% dos embarques de janeiro a maio, com US$ 20,8 milhões.

O fim do embargo coincide com um momento mais favorável da economia iraniana, com a volta ao mercado de petróleo depois de quatro anos, com o fim das sanções impostas ao País.

Hong Kong ficou na segunda posição entre os principais mercados, com 18% de participação. Os volumes exportados somaram US$ 7,56 milhões, 15% superiores aos registrados em igual período de 2015. O Chile ficou na terceira colocação, com US$ 7,49 milhões e 18% de participação.

CORTES – Quanto mais diversificado o portfólio de países de destino, melhor aproveitamento para a carne do boi. A Europa, por exemplo, prefere cortes mais nobres, os traseiros. Já o Oriente compra mais dianteiros. Os iranianos compram animais com até 30 meses e os cortes têm que respeitar o Halal, que segue os preceitos da lei islâmica.

REVERSÃO – Se mantido o ritmo, o Paraná inverterá a queda nas exportações de carne bovina registrada no ano passado. Em 2015, os embarques de carne in natura e industrializada somaram US$ 77,4 milhões, 15% menos do que em 2014.

“As liberações abrem boas perspectivas para as exportações de carne do Paraná ao longo do ano, principalmente se o câmbio de mantiver favorável”, afirma Kroetz, da Adapar. O mercado externo ajuda a compensar a retração das vendas no Brasil, prejudicadas pela queda do consumo. “As exportações são importante e a continuidade do seu crescimento vai depender do comportamento do dólar e da economia dos países compradores” diz.

O Paraná tem o décimo maior rebanho do país, com 9,2 milhões de cabeças, o que representa 4,3% do total do Brasil. “O fim de todos esses embargos atesta a qualidade e a sanidade do rebanho paranaense”, afirma Kroetz.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:

www.pr.gov.br e www.facebook.com/governopr


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