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Tarde de ovinos enfatizou manejo de pastagem como cultura


sexta-feira, 04/dezembro/2015
Tarde de ovinos enfatizou manejo de pastagem como cultura

A Comissão Técnica de Ovinocultura do Sindicato Rural de Guarapuava voltou a realizar na quinta-feira (03) mais um evento para divulgar tecnologias, promover a troca de ideias e fortalecer aquela atividade: a II Tarde de Campo de Ovinos 2015. Com apoio da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Sindicato Rural de Guarapuava, Unicentro e Emater, o evento, com o tema “Pastagem e Manejo de Rebanho”, teve início por volta das 15h, na Fazenda Limoeiro.
Na propriedade, têm sido realizados estudos sobre pastagem. Saudaram e agradeceram a presença dos participantes, abrindo o encontro, a proprietária, Vânia Elisabeth Cherem Fabrício de Melo, o zootecnista Roberto Motta Júnior, da Emater, e dois professores do Departamento de Agronomia da Unicentro – Deonísia Martinichen, da área de produção de pastagem e produção de sementes, e Sebastião Brasil Campos Lustosa, do Laboratório de Ciências Florestais e Forrageiras, que vem conduzindo estudos sobre pastagem nesta propriedade.
Ainda na abertura da Tarde de Ovinos, o professor da Unicentro sublinhou o que preconiza como uma abordagem de técnica e eficiência na ovinocultura: “Nós queremos aumentar a produção animal. Mas por outro lado temos também de aumentar o aporte de nutrientes. Temos de nutrir o solo, a base de todo o sistema é o solo”, recordou Sebastião Brasil Campos Lustosa. Ele completou que também a equipe de funcionários das propriedades precisa ter a mesma visão, aplicando as técnicas no dia a dia.
Na programação, acadêmicos do quarto ano de Agronomia destacaram, em palestras, a necessidade de se adotar, para a pastagem, um manejo tão técnico quanto aquele que os agricultores normalmente já praticam em culturas como soja, milho e outras. Abordando temas como implantação do pasto, adubação, manejo de pastejo, características de pastos conhecidos, como tifton 85 e aruana, além de consórcio entre tipos de pasto, eles deixaram uma mensagem: não existe “receita de bolo” para se atingir os melhores índices de produtividade em pastagem para a ovinocultura, mas conhecer o sistema produtivo específico de cada propriedade, planejar e investir em qualidade de pasto e racionalidade no manejo do pastejo são itens fundamentais para evitar problemas como degradação e prejuízo por falta de produtividade.
Num enfoque voltado a mostrar ao produtor técnicas que podem ser utilizadas no campo, eles mostraram que existem parâmetros para a altura de entrada e de saída dos animais no pasto – respeitar aqueles critérios, salientaram, significa proporcionar ao animal um pasto de melhor valor nutricional e dar, à planta, melhor condição de se recuperar e voltar a produzir folhas para um novo pastejo. Estudantes e professores frisaram que, na rotação de pastejo entre os piquetes, mais importante do que o número de animais por piquete e o número dias de pastejo, é respeitar as alturas de pasto recomendadas.
Os palestrantes também ressaltaram que, no caso das pastagens perenes, o tempo de utilização do pasto poderia ser muito mais longo, se o manejo nas propriedades em geral seguisse as recomendações técnicas, em especial as de adubação. Durante as explanações, num clima descontraído, vários ovinocultores puderam tirar dúvidas, com os estudantes e com os professores da Unicentro. A programação se encerrou por volta das 19h, com visitação a piquetes e instalações de ovinocultura da fazenda.


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