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Aposentada completa 100 anos e diz que segredo para vida longa é a ‘cervejinha’

São-paulina por causa do marido, a idosa brinca: 'nunca vi o Palmeiras ser campeão mundial'.


terça-feira, 17/outubro/2017
Aposentada completa 100 anos e diz que segredo para vida longa é a ‘cervejinha’

“Quando eu ficar velha, quero fumar cachimbo”. A declaração inusitada pode até causar espanto em que lê, mas, na verdade, é só mais uma brincadeira da aposentada Philomena Gertrudes Favaretto Vieira, cujo próprio nome com “ph” já denuncia nem ser tão jovem assim.

Nascida em Pontal, no interior de São Paulo, onde mora até hoje, a vovó Philó esbanja bom humor e lucidez aos 100 anos. Quem não a conhece, duvida da idade. Já quem convive, sempre se surpreende com o otimismo e a disposição, suas marcas registradas.

“O segredo é a cervejinha. Sempre gostei de tomar a minha cervejinha, nunca me fez mal”, diz a idosa, que reuniu quatro gerações para a comemoração do centenário. Além dos três irmãos ainda vivos, estiveram na festa os seis filhos, os 12 netos e os 12 bisnetos, além dos agregados.

Apesar da audição comprometida, Philó tem uma memória de dar inveja e não deixa de opinar nas conversas, mostrando que não tem nenhum tipo de preconceito e está “antenada” ao que acontece no mundo. Mas, o assunto preferido dela é mesmo o futebol.

“Meu marido assistia muito pela televisão. Eu comecei a gostar e a torcer pelo São Paulo, e me tornei são-paulina. Apesar de [o time] perder todos os jogos, eu continuo são-paulina até a morte. Eu brigo com a família toda, porque eles são todos palmeirenses”, diz.

Em um vídeo gravado durante o aniversário (veja abaixo), em 9 de setembro, Philó dispara: “Eu tenho 100 anos e nunca vi o Palmeiras ser campeão mundial”. A brincadeira arranca gritos, gargalhadas e assovios dos familiares.

Lembranças

Nascida no auge da Primeira Guerra Mundial, Philó é filha de italianos legítimos. Adelia Carne Secca e Giusto Vicenzo Favaretto vieram para o Brasil ainda jovens, no porão de um navio de imigrantes, e se fixaram em Pontal.

“Eles pararam em Cravinhos, depois se mudaram para Sertãozinho e de lá para Pontal. Eles se casaram em Pontal. Meu pai trabalhava como ferreiro, ferrava animal. Minha mãe ajudava meu pai na oficina”, relembra.

Naquela época, a cidade que ainda hoje é pacata, com 47 mil habitantes, era ainda menor, praticamente formada por propriedades rurais. Philó conta que todos os moradores se conheciam e sente saudades das brincadeiras na rua com as amigas.

“No meu tempo era bom demais. Hoje, não é assim, é tudo diferente. As meninas não podem nem sair na rua porque é perigoso, ficam presas dentro de casa, não se divertem como a gente se divertia. Eu tenho muita saudade da minha infância, do tempo em que eu era moça”, diz.

g1


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