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Arqueólogos acham estátua de 8 metros do faraó Ramsés II em favela do Egito

Especialistas agora vão tentar extrair as peças restantes de ambas estátuas antes de restaurá-las


quinta-feira, 09/março/2017
Arqueólogos acham estátua de 8 metros do faraó Ramsés II em favela do Egito

Arqueólogos do Egito e da Alemanha encontraram uma maciça estátua de oito metros de altura submersa num lençol de água numa favela do Cairo que dizem provavelmente ser do faraó Ramsés II, que governou o Egito há mais de 3 mil anos.

A descoberta, saudada pelo Ministério de Antiguidades do Egito como uma das mais importantes da história, foi feita perto das ruínas de um templo de Ramsés II na antiga cidade de Heliópolis, localizada na parte Leste da moderna cidade do Cairo.

– Na última terça-feira eles me ligaram para anunciar a grande descoberta de um colosso de um rei, muito provavelmente de Ramsés II, feito de quartzito – disse o ministro de Antiguidades Khaled al-Anani à Reuters na quinta-feira no local da descoberta da estátua,

Mais poderoso e celebrado governante do Antigo Egito, o faraó também conhecido como Ramsés, o Grande, foi o terceiro da 19ª Dinastia do Egito, e reinou de 1279 a.C. a 1213 a.C.. Ele liderou diversas expedições militares e expandiu o Império Egípcio da Síria no Leste à Núbia no Sul. Seus sucessores o chamavam de “Grande Ancestral”.

– Achamos o torso da estátua e a parte de baixo da cabeça. Agora removemos a cabeça e encontramos a coroa, a orelha direita e um fragmento do olho direito – contou Anani.

Nesta quinta-feira, arqueólogos, autoridades, residentes locais e integrantes da imprensa puderam observar enquanto uma enorme empilhadeira puxava a cabeça da água. A expedição conjunta Egito-Alemanha também encontrou a parte de cima de uma estátua de calcário em tamanho natural do faraó Seti II, neto de Ramsés II, com 80 centímetros de comprimento.

O templo do Sol em Heliópolis foi fundado por Ramsés II, o que aumenta a possibilidade de ser dele a grande estátua, dizem os arqueólogos. Ele foi um dos maiores templos do Egito, com quase o dobro do tamanho de Karnak, em Luxor, mas foi destruído no período greco-romano. Muitos de seus obeliscos foram movidos para Alexandria ou Europa, e as pedras do sítio pilhadas e usadas em construções à medida que Cairo se desenvolveu.

Especialistas agora vão tentar extrair as peças restantes de ambas estátuas antes de restaurá-las. Se tiverem sucesso e o colosso provar ser de Ramsés II, ele será levado para a entrada do Grande Museu Egípcio, previsto para ser inaugurado em 2018.

O Globo


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