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Defesa de Lula pede que interrogatório em processo da Lava Jato seja presencial

Nesta ação, ex-presidente é acusado de receber um terreno e um apartamento como propina de empreiteiras


quarta-feira, 26/julho/2017
Defesa de Lula pede que interrogatório em processo da Lava Jato seja presencial

Os advogados de Luiz Inácio Lula da Silva pediram nesta quarta-feira (26) que o interrogatório do ex-presidente, no processo que apura suspeitas em relação a um terreno em São Paulo e um apartamento em São Bernardo do Campo, seja presencial e não por videoconferência, como havia sugerido o juiz Sérgio Moro.

O ex-presidente responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e o interrogatório está marcado para o dia 13 de setembro.

Nesta ação penal, o Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-presidente de receber como propina um terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula em São Paulo e um imóvel vizinho ao apartamento do petista no ABC paulista.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, esses imóveis foram comprados pela Odebrecht em troca de contratos adquiridos pela empresa na Petrobras. O valor da propina, segundo os procuradores, se aproxima dos R$ 13 milhões.

Lula nega as acusações, e o Grupo Odebrecht tem afirmado que tem colaborado com as investigações. Instituto Lula afirmou que “nunca teve outra sede a não ser o sobrado onde funciona até hoje, adquirido em 1990 pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Trabalhador (IPET)”.

Ao marcar o interrogatório, Moro levantou a possibilidade da oitiva para ocorrer a distância para evitar gastos públicos. Para o interrogatório do ex-presidente na ação envolvendo o tríplex do Guarujá, a Polícia Militar (PM) informou ter gasto R$ 110 mil no esquema de segurança.

Lula foi condenado a 9 anos e seis meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele pode recorrer da sentença em liberdade.

Em síntese, a defesa afirma que o interrogatório presencial é um direito do réu. Para os advogados, a tese de que o depoimento resultaria em gastos desnecessários com segurança não se sustenta, já que o ex-presidente prestou depoimentos em outras cidades, sem a necessidade de esquemas especiais.

Os advogados de Lula também sustentam, com base em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que a percepção do juiz acerca do depoimento, em um interrogatório presencial, não se compara à videoconferência.

g1


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