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Dólar fecha em baixa após atingir a maior cotação em quase 12 anos


segunda-feira, 16/março/2015
Dólar fecha em baixa após atingir a maior cotação em quase 12 anos

O dólar teve mais um dia de volatilidade nesta segunda-feira (16) e encerou com leve queda em relação ao real, refletindo o quadro externo mais tranquilo e em um respiro após as expressivas altas das últimas sessões, enquanto investidores digeriam os protestos contra o governo da presidente Dilma Rousseff no fim de semana. saiba mais

Mas, segundo a Reuters, incertezas sobre a intervenção do Banco Central no câmbio e em relação à política monetária dos Estados Unidos limitaram o alívio. Na sexta, a moeda chegou à maior cotação em quase 12 anos.

A moeda norte-americana fechou a R$ 3,2445, em baixa de 0,14%. Veja cotação. O dia foi instável. Nesta sessão, o dólar chegou a recuar mais de 1% e subir quase 0,5%, segundo a Reuters.

No mês, há valorização acumulada de 13,6% e no ano, de 22,03%.

Efeito antecipado dos protestos
Segundo operadores, investidores se anteciparam às manifestações e correram para buscar proteção na sexta-feira, desmontando essas posições nesta manhã. Os protestos de domingo (15) ocupavam o centro das atenções entre os investidores, mas analistas não sabiam como avaliar o impacto para a situação política e econômica do Brasil, informou a a Reuters.

Analistas do Eurasia Group defenderam que os protestos têm impacto “neutro” para as trajetórias de curto e longo prazo do Brasil, mas ressaltaram que os próximos meses devem ser palco de mais manifestações. “As maiores dificuldades do governo no curto prazo podem vir de trabalhadores que exigem benefícios específicos ou salários maiores”, afirmaram, em relatório, segundo a Reuters.

“As consequências ainda são incertas, mas o ímpeto político continua sendo uma importante preocupação no Brasil, com a aprovação da presidente na mínima histórica e um quadro econômico duro, além das investigações em torno da Petrobras”, escreveram analistas do JPMorgan em nota a clientes, segundo a Reuters.

Cenário externo
No cenário externo, No mercado externo, o dólar perdia terreno contra as principais moedas, puxadas pela recuperação do euro.

Além disso, investidores em todo o mundo focam-se na política monetária do Fed (Federal eserve, banco central dos Estados Unidos), que divulga seu comunicado na quarta-feira. Espera-se que o BC dos EUA descarte a promessa de ser “paciente” para elevar os juros, indicando que o aperto monetário pode ter início em breve.

“Embora os mercados claramente já tenham precificado boa parte dessa possibilidade, ainda acreditamos que a eventual decisão deve dar força à queda do euro em relação ao dólar que está guiando os mercados de câmbio de maneira geral”, escreveramestrategistas do Credit Suisse em relatório, informou a Reuters.

Atuação do BC
No cenário interno, cresce a ansiedade para saber se o programa de intervenções diárias do BC brasileiro no câmbio será estendido além deste mês, em meio à intensa volatilidade recente.

“Tínhamos dois vendedores importantes de dólares no Brasil: os estrangeiros e o BC. Agora, parece que não vamos ter mais nenhum dos dois”, disse à Reuters o especialista em câmbio da corretora Icap, Italo Abucater.

Nesta manhã, o BC deu continuidade às rações diárias vendendo a oferta total de até 2 mil swaps cambiais, que equivalem a uma posição vendida de US$ 97,1 milhões. Foram vendidos 550 contratos para 1º de dezembro de 2015 e 1.450 para 1º de março de 2016.

O BC também vendeu a oferta integral no leilão de rolagem dos swaps que vencem em 1º de abril. Até agora, foram rolados cerca de 39% do lote total, que corresponde a US$ 9,964 bilhões.

g1


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