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Jovem que matou ex no ato sexual é agredida por outra detenta em presídio de RO

Motivo da agressão ainda não foi esclarecido. Vania é acusada de matar Marcos Catanio Porto com 11 facadas em dezembro de 2015.


quinta-feira, 21/setembro/2017
Jovem que matou ex no ato sexual é agredida por outra detenta em presídio de RO

A jovem Vania Basílio Rocha, condenada por matar o ex-namorado a facadas no ato sexual, foi agredida por outra presa na terça-feira (19). O caso aconteceu no presídio feminino de Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho. O motivo da agressão ainda não foi esclarecido.

Segundo a direção da unidade, Vania estava no banho de sol quando outra presa a atingiu por trás com socos. Em seguida, Vania caiu no chão e machucou os joelhos. A detenta agressora tem 39 anos, também cumpre pena por homicídio e não é da mesma cela de Vania.

“A agressão foi flagrada pelas agentes penitenciárias. O motivo ainda não foi esclarecido”, explica o diretor da unidade, Alexsandro Pereira.

Após a agressão, Vania pediu para registrar o caso na Polícia Civil. Ela foi levada para a delegacia, mas o sistema para o registro de boletins de ocorrência não estava funcionando. Segundo o presídio, Vania será conduzida novamente à unidade na quarta-feira (20).

Conforme o diretor, o presídio feminino irá instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para que, além de apurar as causas da agressão, seja efetuada uma punição adequada à presa autora do delito. A conclusão do processo deve ser emitida em 30 dias e será encaminhado ao judiciário.

Atualmente, Vania está em uma cela com mais sete presas. “Ela apresenta comportamento normal. Estuda, participa de cursos e faz tratamento psiquiátrico”, enfatiza o diretor.

Questionada sobre a falta de sistema na delegacia de Vilhena, a Polícia Civil afirma que irá averiguar os motivos da falha.

Pena

Vania foi condenada a 13 anos de prisão pelo júri popular, em setembro de 2016, por ter matado o ex-namorado, Marcos Catanio Porto, de 26 anos, em dezembro de 2015.

Em junho deste ano, Vania teve a pena diminuída para 8 anos e 4 meses de reclusão. A mudança ocorreu após a defesa dela entrar com recurso no Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO).

Crime

Horas depois de ser presa, em dezembro de 2015, Vania deu uma entrevista e confessou o crime. Ela contou que no dia 30 de dezembro ligou para Marcos alegando que queria se despedir, pois iria embora para outro estado.

Ela então colocou uma faca de cozinha dentro da bolsa e foi para a casa da vítima, que havia aceitado receber a visita. O casal foi para o quarto e, durante as preliminares sexuais, Vania esfaqueou o ex-namorado.

“Eu tapei o olho dele. Aí peguei a faca e meti nele. Ele reagiu e veio para cima de mim e eu fui para cima dele também. Eu enforquei ele e aí comecei a meter [facadas] em outras partes do corpo dele. Daí, ele gritou socorro e a porta estava trancada. O irmão dele quebrou a janela. Quando o irmão dele entrou, ele já estava quase morrendo. Fiquei olhando olho no olho até ele morrer”, relatou Vania.

Polêmica no Facebook

Uma das publicações de Vania mais comentadas no Facebook é o texto de um blog que tinha como título: “eu não fui uma má namorada, você que me tornou”. Após ser presa e confessar que matou o ex-namorado, usuários criticaram a postagem.

“Imagina se fosse boa”, escreveu um jovem. “Louca, psicopata, parece que estava possuída pelo demônio”, acrescentou outro usuário. A postagem foi feita dois dias antes do crime.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Marcos levou 11 facadas, no pescoço, abdômen, braços, mão e pernas. Segundo um croqui divulgado pela Polícia Civil, a perfuração de faca no pescoço foi a que causou a morte do rapaz.

Doença mental

Em maio do ano passado, Vania foi diagnosticada com sociopatia, com base nos resultados dos laudos médicos.

Mesmo com o resultado, o TJ-RO disse que ela não poderia ser isenta de responder por seus atos judicialmente, pois “apresentou plena capacidade de entender o caráter criminoso do fato”. Com isso, ela foi considerada semi-imputável, e levada a júri popular.

g1


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