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MP investiga suspeita de plágio em concurso da Câmara de Joinville


quarta-feira, 22/janeiro/2014
MP investiga suspeita de plágio em concurso da Câmara de Joinville

Um inquérito civil público foi aberto, nesta segunda (20) à tarde, pela promotoria da Moralidade Administrativa para investigar o possível plágio de questões na prova do concurso público da Câmara de Vereadores de Joinville, realizada no último domingo. Dependendo do encaminhamento da investigação, não está descartada a anulação do concurso.
O promotor de Justiça Renato Maia Faria abriu inquérito assim que recebeu um documento mostrando que mais de dez perguntas – da prova para o cargo de jornalista – eram similares ou idênticas às de concursos de outras instituições. Pelo contrato firmado com a Câmara, de acordo com a assessoria de imprensa do Legislativo, as questões do concurso organizado pelo Ibam (Instituto Brasileiro de Administração Municipal) tinham de ser inéditas.

O Ibam foi contratado pela Câmara para desempenhar o processo de seleção para 47 vagas, que receberam mais de 7.000 inscrições. Agora, o MP (Ministério Público) solicitará cópia do contrato firmado entre a Câmara e o Ibam para conferir a exigência de ineditismo nas questões.

No domingo, horas depois da realização da prova, inscritos no concurso levantaram suspeitas de plágio em comentários no Facebook. As desconfianças foram tomando grande proporção na rede social. Em princípio, o problema estaria nas provas para as vagas de jornalismo e relações públicas.

::: Denúncia partiu de candidata que fez o concurso para a Câmara de Blumenau :::

Por telefone, a reportagem do ND entrou em contato com a superintendente de organização e gestão do Ibam, Claudia Ferraz, que acompanhou a realização da prova no domingo, em Joinville. Ela diz que desconhece a denúncia feita ao MP e que ainda não havia entrado em contato com a Câmara. Questionada sobre a suspeita de plágio, ela afirmou que “todas as questões do Ibam são inéditas.”

A alegação de Claudia não confere. Perguntas e até mesmo a ordem das alternativas (nas respostas) já haviam sido usadas em provas aplicadas anteriormente, segundo apuraram alguns concurseiros.

A Câmara informou que não vai se pronunciar sobre o caso até que haja uma conversa com representantes Ibam. A assessoria antecipou que o setor jurídico da Casa está concentrado no assunto. Havendo a necessidade de a prova ser aplicada novamente, haverá pressa no Legislativo.

É importante destacar que o concurso está sendo realizado para que a Câmara de Vereadores respeite a proporcionalidade de um para um no número de comissionados e efetivos. Hoje, há 185 CCs (cargos comissionados) e 60 servidores concursados. Conforme mostra o infográfico, o primeiro prazo para regularização se encerra no fim de fevereiro, quando a Câmara deverá ter dois CCs para um efetivo. Até agosto, o quadro deve ser de um comissionado para um efetivo.

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