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Mulher morta ao reagir a cantada no RJ foi ‘crime abominável’, diz juíza

Feminicídio se tornou prática comum nas grandes cidades, diz despacho.


terça-feira, 26/julho/2016
Mulher morta ao reagir a cantada no RJ foi ‘crime abominável’, diz juíza

A morte de Michelle Ferreira Ventura na sexta-feira (22), após meses internada por ter sido espancada a pauladas ao reagir a uma cantada em Niterói, Região Metropolitana do Rio, deixou familiares indignados. O caso foi registrado como feminicídio e traz duras palavras da magistrada Nearis dos Santos Carvalho, para quem tal “crime abominável se tornou uma prática comum nas grandes cidades”. A juíza cita ainda a “audácia e frieza” do acusado.

Leonardo Bretas Vieira Mendes foi denunciado em abril, está preso e será julgado no final de agosto — já que o Tribunal de Justiça do Rio funcionará em regime de expediente diferenciado devido à Olimpíada. A defesa dele chegou a pedir a revogação da prisão, o que foi negado pela juíza. Dentre os motivos citados por ela, a “brutal violência” e a possível relação de Leonardo com o tráfico de drogas na Ilha da Conceição.

“A custódia temporária é medida de premente necessidade, não só em razão da gravidade do delito (…), mas também como forma de evitar que influencie as testemunhas através do medo de represália(…),. visto que há notícia de que integra o tráfico de drogas local”, diz ela.

No texto em que nega o relaxamento da prisão, a juíza lembra que o crime foi cometido contra uma vizinha e que o acusado poderia fugir, caso fosse colocado em liberdade. Além disso, o habeas corpus enfraqueceria a imagem da Justiça.

“[Soltura] só contribuiria para a descrença no Poder Judiciário e estimularia a reiteração de condutas criminosas que causam repulsa e indignação no meio social”, diz.

O crime
Michelle estava internada em estado grave desde o dia 14 de março, quando deu entrada no hospital depois de, segundo testemunhas, ter sido golpeada na cabeça. Leonardo foi preso no início de abril por policiais da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói.

Irmã da vítima, Bruna Ferreira diz que testemunhas contaram à polícia que Michelle tirou satisfação com o suspeito por não suportar os assédios diários. Nos últimos dois meses, Michelle já não se comunicava, mas respondia a alguns estímulos.

“Ela passou por uma cirurgia para a retirada de coágulos há pouco tempo e reagiu bem, o problema é que ela teve muita infecção e acabou tendo essas paradas cardíacas”. Ainda segundo parentes, Michelle deixou três filhos.

 

g1


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