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PF investiga fraudes relacionadas à Porsche Design Towers Brava

A PF mobilizou 45 policiais para cumprir nove mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária em BC e Itajaí


terça-feira, 09/maio/2017
PF investiga fraudes relacionadas à Porsche Design Towers Brava

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta manhã a denominada Operação Conexão Miami, para desarticular uma associação criminosa estabelecida entre empresários do ramo da construção civil de Itajaí e Balneário Camboriú, dois doleiros já denunciados no âmbito da operação EX-CAMBIO (deflagrada em 22 de setembro de 2015), dois empresários americanos e um alemão – representantes da marca internacional de veículos de alto luxo, Porsche – além de dois corretores de imóveis, que teriam estabelecido um vínculo associativo estável e permanente para a prática de evasão de divisas mediante fraude em contratos de câmbio e lavagem de dinheiro – inclusive no exterior.

A PF mobilizou 45 policiais para cumprir nove mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, em Balneário Camboriú e Itajaí. Os sócios da Construtora Carelli, Dalmo e Cauey Carelli, pai e filho, devem ficar presos por cinco dias. Além disso, a Polícia Federal iniciou cooperação jurídica internacional para realizar o interrogatório dos três empresários estrangeiros, com envio de rogatórias para os EUA e a Alemanha.

O esquema começou a ser desvendado durante a operação Ex-Cambio que investigou quatro organizações criminosas compostas por doleiros que realizavam evasão de divisas mediante fraude cambial, gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro.
O projeto do condomínio de luxo Porsche Design Towers Brava.

Com a identificação de operação de câmbio fraudulenta realizada por empresa fantasma para pagar uma empresa americana de empreendimentos de alto luxo, chegou-se ao real pagador da remessa, isto é, a Construtora Carelli. O pagamento fraudulento deveria ser feito para uma empresa alemã detentora de uma marca de automóveis de alto luxo na Alemanha (Porsche), a fim de a construtora usar o nome da marca em seu empreendimento no Brasil, a Porsche Design Towers Brava. Todavia, para evitar custos mais altos, os investigados teriam decidido pagar mediante contrato fraudado de câmbio à licenciadora da marca nos EUA para que essa então pagasse à empresa alemã.

A Cooperação Internacional se realiza por conta do indiciamento dos estrangeiros; eles deverão ser qualificados, identificados e interrogados.

O montante total dos valores movimentados fraudulentamente para os EUA pode chegar a R$ 13 milhões de reais.

Os envolvidos responderão pelos crimes de fraude em contratos de câmbio (pena de até 4 anos), associação criminosa (pena de até 3 anos) e lavagem de dinheiro (pena de até 10 anos).

 Dc

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