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Polícia apreende carro de R$ 1,8 milhão com suspeitos de envolvimento com a moeda falsa

Em vídeos, eles mostravam itens de luxo para convencer novos 'clientes'.


sexta-feira, 22/setembro/2017
Polícia apreende carro de R$ 1,8 milhão com suspeitos de envolvimento com a moeda falsa

A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu na tarde desta sexta-feira (22) um carro de luxo avaliado em R$ 1,8 milhão, da marca Lamborghini, com suspeitos de envolvimento com o esquema de pirâmide que culminou a operação contra a moeda virtual falsa Kriptacoin. Os criminosos recebiam dinheiro real das vítimas com a promessa de converter o montante em “moeda virtual” – o que, na prática, não acontecia.

O veículo foi apreendido na BR-060, em trecho próximo a Anápolis (GO), e estava no nome de terceiros – que não estão entre os 11 presos nesta quinta (21), quando a operação Patrik foi deflagrada), nem entre os dois que seguem foragidos.

O carro foi interceptado com a ajuda da Polícia Rodoviária Federal. Até as 17h, os investigadores ainda não sabiam qual a relação do motorista com o esquema de moeda falsa – e por isso, não sabiam se ele permaneceria detido.

Vídeos ostentação

Os donos da empresa Wall Street Corporate, acusados de comercializar a moeda virtual falsa Kriptacoin em um esquema de “pirâmide financeira”, gravaram vídeo dentro de um carro de luxo em que citam a compra de três veículos com o lucro do negócio criminoso.

No vídeo, obtido pela TV Globo, Alessandro Bento e Fernando Everton estão dentro de uma Ferrari – a segunda comprada por eles – e exibem o carro. Logo atrás, aparecem duas Mercedes, que um dos donos diz ser das respectivas mulheres.

Esquema milionário

O esquema criminoso envolvendo a moeda foi identificado pela Polícia Civil como “pirâmide financeira” – quando as pessoas precisam indicar novos associados para fazer o investimento render, atraindo cada vez mais gente para dentro do esquema.

Na manhã de quinta, a Polícia Civil cumpriu 11 mandados de prisão, e 18 de busca e apreensão em Brasília e em Goiânia. As investigações apontam que o esquema movimentou R$ 250 milhões, de janeiro até agora – dinheiro retirado de 40 mil vítimas.

No cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam oito carros de luxo e R$ 400 mil em dinheiro. O modo de operação dos criminosos era simples: eles recebiam dinheiro real das vítimas com a promessa de converter o montante em “moeda virtual” – o que, na prática, não acontecia.

Segundo o coordenador de Repressão a Crimes contra o Consumidor, Ordem Tributária e Fraudes (Corf), delegado Wisllei Salomão, a Polícia Civil ainda procura identificar todas as vítimas do esquema. Para isso, é importante que as pessoas que investiram no Kriptacoin se apresentem.

“O importante é que as vítimas registrem ocorrência na delegacia próxima à sua casa, noticiem o que sofreram, para tentar ser ressarcidas em algum tipo de valor”, diz Salomão.

As investigações continuam em andamento, porque a Polícia Civil e o Ministério Público ainda tentam descobrir novas pessoas envolvidas. O promotor de Defesa do Consumidor do MP, Paulo Binicheski, diz que é preciso avaliar se os outros operadores do Kriptacoin agiam de má-fé, ou se também eram lesados pelos líderes do esquema.

“A gente tem que individualizar as condutas, verificar se há um dolo [intenção] nesse sentido, se as pessoas sabiam que era uma pirâmide”, afirma.

g1


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