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Porsche de doleira presa na Lava Jato é leiloado por R$ 206 mil


segunda-feira, 23/março/2015
Porsche de doleira presa na Lava Jato é leiloado por R$ 206 mil

O Porsche Cayman que pertenceu à doleira Nelma Kodama foi vendido em leilão nesta segunda-feira (23) por R$ 206 mil, em Curitiba. O valor ficou R$ 6 mil acima do lance mínimo estabelecido para o leilão pela Justiça Federal. Conforme a organização do leilão, foram feitos cinco lances até que se chegasse ao arremate do comprador, que é de Curitiba.

Nelma Kodama foi condenada na Operação Lava Jato a 18 anos de prisão pela prática de 91 crimes de evasão de divisas, além de operação de instituição financeira irregular, evasão de divisas tentada, corrupção ativa, pertinência a organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ela está presa na carceragem da PF em Curitiba e recorre da decisão.
O carro, que segundo a Justiça foi adquirido como produto de crimes financeiros, foi o primeiro bem apreendido na Lava Jato a ser leiloado. O Ministério Público Federal (MPF), que solicitou o leilão, afirmou que a medida tem a mesma finalidade do processo criminal, conhecida como alienação antecipada, cujo o objetivo “é preservar o valor econômico do bem que está sujeito à deterioração e à consequente perda de valor”.

“Bens como carros, barcos e aviões, além de exigirem uma manutenção regular que gera custos, estão sujeitos a depreciação, que podem resultar em prejuízo para o conjunto da sociedade, no caso da utilização do bem para ressarcimento aos cofres públicos, ou para o próprio réu da ação penal, no caso de devolução do bem ao fim do processo”, explicou o órgão em nota.
Além do valor do carro, o vencedor do leilão está sujeito às custas da arrematação, que podem chegar a até quase R$ 2 mil, e da remoção do veículo.
Prisão
Nelma Kodama foi presa em março do ano passado, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Na ocasião, ao saber que estava sendo investigada pela PF, a doleira tentou fugir para a Itália com 200 mil euros escondidos na calcinha.
De acordo a decisão da Justiça, a lavagem de dinheiro foi caracterizada pela aquisição do carro de luxo como produto de crimes financeiros, mantendo deliberadamente o nome do antigo proprietário no registro. O veículo foi comprado em 2013 por R$ 225 mil, de acordo com a sentença.

g1


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