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Termina a greve dos bancos privados em São Paulo

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Durante assembleia realizada nesta quarta-feira (13), os funcionários de bancos privados de São Paulo decidiram, por unanimidade, aceitar a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e encerrar a greve da categoria. Também chegou ao fim a greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil em São Paulo.
A paralisação teve início no dia 29 de setembro em âmbito nacional, quando os bancários passaram a reivindicar reajuste de 11%, valorização dos pisos salariais, maior participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção à saúde com foco no combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, segurança contra assaltos e sequestros e fim da precarização via correspondentes bancários, entre outros pontos.

Na segunda-feira (11), a Fenaban apresentou proposta de reajuste de 7,5% nos salários dos empregados que recebiam, em agosto de 2010, remuneração fixa mensal de até R$ 5.250,00; adição de R$ 393,75, com garantia mínima de 4,29% para os salários acima de R$ 5.250; e reajuste de 7,5% para todos os benefícios.

Para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi proposta a mesma regra da convenção 2009/2010, com correção de todos os valores em 7,5% e, para o limite individual da parcela adicional, um índice de correção mais elevado, passando de R$ 2.100 para R$ 2.400.

No sábado, (9), os bancários rejeitaram uma outra proposta da Fenaban, após considerá-la “insuficiente”. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf – CUT), a proposta apresentada pelos bancos no sábado incluía reajuste de 9,82% para o piso salarial, 6,5% de reajuste para quem ganha até R$ 4.100 (e um valor fixo de R$ 266,50 para os salários superiores a esse valor).

O levantamento de agências fechadas feito pela Contraf indica que a greve deste ano foi a maior das últimas duas décadas, superando, inclusive, a de 2009, quando os bancários paralisaram 7.222 unidades no dia de maior pressão do movimento.

As propostas dos bancos privados, do BB e da Caixa foram rejeitadas pelos sindicatos do Maranhão e de Bauru (SP).

Segundo a Contraf, até as 21h50, o fim da greve também havia sido aprovado em assembleias realizadas nos seguintes locais:

Bancos privados, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal:
ABC paulista
Acre
Alagoas
Alegrete (RS)
Angra dos Reis (RJ)
Araçatuba (SP)
Araraquara (SP)
Assis (SP)
Belo Horizonte
Blumenau (SC)
Bragança Paulista (SP)
Brasília
Campina Grande (PB)
Campinas (SP)
Campo Grande
Campos dos Goytacazes (RJ)
Catanduva (SP)
Criciúma (SC)
Dourados (MS)
extremo sul da Bahia
Feira de Santana (BA)
Franca (SP)
Guaratingueta (SP)
Guarulhos (SP)
Irecê (BA)
Itaperuna (BA)
Jaú (SP)
Juiz de Fora (MG)
Limeira (SP)
Londrina (PR)
Marília (SP)
Mato Grosso
Mogi das Cruzes (SP)
Naviraí (MS)
Niterói (RJ)
Nova Friburgo (RJ)
Patos de Minas (MG)
Piauí
Presidente Prudente (SP)
Presidente Venceslau (SP)
Ribeirão Preto (SP)
Rondonia
Roraima
São José do Rio Preto (SP)
São Paulo
Sorocaba (SP)
sul fluminense
Taubaté (SP)
Teófilo Otoni (MG)
Teresópolis (RJ)
Toledo (PR)
Três Lagoas (MS)
Vale do Ribeira (SP)
Votuporanga (SP)

Bancos privados:
Porto Alegre
Três Rios (RJ)
Vitória da Conquista (BA)

Bancos privados e Banco do Brasil:
Amapá
Bahia
Jundiaí (SP)
Pará
Rio de Janeiro
Santo Ângelo (RS)

Bancos privados e Caixa Econômica Federal:
Pernambuco
Curitiba

G1

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