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Divaldo Franco, um show de sabedoria e humildade


domingo, 02/julho/2017
Divaldo Franco, um show de sabedoria e humildade

Era sexta-feira, 30, e às 18h, duas horas antes do início previsto para a palestra do médium e orador em atividade mais importante da atualidade – com a relização e coordenação da 14ª União Regional Espírita e da Federação Espírita do Paraná –  centenas de pessoas já lotavam o clube Pinheiros, na Cidade de Pato Branco PR. A expectativa era grande: crianças, jovens e adultos se aglomeravam em filas. Auxiliares do médium comercializavam no hall de entrada do Clube Pinheiros, livros idealizados por 211 autores espirituais e psicografados por Divaldo Franco. Muitos adquiriam as obras na esperança de um autógrafo, um aperto de mão, uma troca de sorrisos. Outros carregavam livros já lidos guardados por décadas para serem assinados pelo ilustre convidado.
O momento é comparável a um show de artista famoso. Às 19h, o orador chega acompanhado da família Archetti, lideranças espiristas da Cidade.
Na entrada, Divaldo Franco cumprimenta a todos por onde passa, acompanhado de lideranças espiritas da cidade, região e do estado. O ilustre convidado é surpreendido com flashs e fotos  incontáveis. Sem vaidades, o carismático senhor senta-se na mesa de recepção e começa atender aos que estão ali há cerca de uma hora esperando. As pessoas ficam emocionadas por estarem tão perto do homem das palavras sábias e consoladoras em momentos difíceis.
A ansiedade nas filas para ter o livro autografado pelo médium ou apenas um aperto de mão é evidente. Lágrimas, sorrisos e presentes, consolos e conselhos. As pessoas agradecem, entregam cartas, choram e tecem todo tipo de elogio.
Às 20h, a fila é interrompida. Assistentes falam ao pé do ouvido do incansável líder espiritual, que pede desculpas, e diz: “Eu volto. Se eu ficar, não tem palestra”. Sorrindo, disse que no final voltaria a atender. As pessoas compreendem e seguem para seus lugares e as portas do Clube são fechadas. Porém, um detalhe chama atenção: centenas de pessoas aguardam do lado de fora.
Os organizadores do evento, membros da sociedade espírita fraternidade, sensibilizados com a cena abrem as portas e as pessoas se espremem para ver e ouvir o médium. Adentrando o salão, as pessoas pegam na mão de Divaldo, o beijam, alguns conseguem roubar um abraço.
As apresentações seguem. Os anfitriões Alan e Ubiratan Archetti dão boas vindas ao público. Dois telões transmitem um vídeo sobre a trajetória de Divaldo. Em seguida, Alan Archetti entrega uma placa em homenagem aos 64 anos de trabalho de Divaldo na divulgação da doutrina espirita no Parana. Divaldo levanta-se e é ovacionado, seguindo a cerimonia o músico Marcelo Archetti (finalista do The Voice Brasil) canta algumas canções em homenagem ao tio Divaldo, como Marcelo, carinhosamente, o chama. Entre as músicas, uma de sua autoria “Do Que Vi Ontem”. Conter o choro foi uma prova difícil para o público presente.  Por fim, a canção que levou cerca de 3 mil pessoas às lágrimas: “Como é grande o meu amor por você “, de Roberto Carlos.
Aplausos em coro. O público ainda suspirava. O cerimonial passa a palavra para o convidado especial da noite. Sentado em uma cadeira com uma almofada para apoiar a coluna, por recomendação médica, ele começa proferindo as palavras de boa noite e diz sentir uma imensa satisfação em estar ali naquele momento. “Passei por alguns procedimentos e o médico disse para que eu ficasse em repouso absoluto. E aqui estou. Anteontem estávamos em Foz do Iguaçu, ontem em Cascavel e hoje em Pato Branco”, acrescentou Divaldo, levando todos aos risos.
Divaldo falou sobre  perdão, ego, família, e principalmente sobre amor.  Aconselhou a amar o próximo e sempre dizermos o quanto amamos os nossos. Falou para perdoar, para não guardar mágoas, sobre sermos gratos a quem nos ajuda e nos acompanha durante a vida. Pediu compaixão com os invisíveis.
Durante a palestra contou sobre um soldado americano, que durante a guerra do Vietnã teve seu avião atingido por um míssil Viet Cong. No momento, o mesmo conseguiu ejetar-se e acionar o paraquedas. Caindo em solo inimigo, foi capturado e torturado. Após um acordo entre os dois países, os prisioneiros foram trocados, o soldado foi condecorado e virou herói, proferindo palestras e conferências mundo afora. Um dia na rua foi parado por um homem, que inquiriu: “Tenente, o senhor vai bem ? O soldado ficou espantado e disse: “Quem é você? “. O homem respondeu: “Sou eu quem dobrava seu paraquedas, era do seu batalhão”. O homem ficou emocionado. Moral da história? Olhar do lado e ver os invisíveis. Dar valor às pessoas que estão ali solitárias necessitando de amor de carinho.
Reconhecido como um dos maiores médiuns e oradores espíritas da atualidade e o maior divulgador da Doutrina Espírita por todo o mundo, Divaldo esbanja humildade. Fez brincadeira com a plateia e falou como desenvolveu a sua mediunidade. Da emoção ao riso, do riso para emoção e da reflexão para emoção novamente. A mensagem final foi amor sobretudo, amor incondicional.
São 70 anos dedicados à causa Espírita e social. Fundou, juntamente com seu fiel amigo Nilson de Souza Pereira, o Centro Espírita Caminho da Redenção e a Mansão do Caminho, instituição que já tirou mais de 160 mil pessoas da miséria extrema, o complexo educacional atende mais de 3 mil crianças e jovens em Salvador na Bahia,beneficiando também milhares de doentes e necessitados.
Aos 90 anos, exaltando jovialidade, o Orador realizou mais de vinte mil conferências, passou em milhares de cidades em todo o Brasil e em sessenta e cinco países dos cinco continentes, educou mais de 600  filhos adotivos e 200 netos, hoje emancipados, a maioria com família constituída. Divaldo tem mais de 250 livros, que juntos chegam a 8 milhões de exemplares vendidos. Toda a renda proveniente das vendas é revertida para o trabalho social. Como orador leva sua palavra inspirada e esclarecedora, acerca de diferentes temas sobre os problemas humanos e espirituais atraindo multidões de todas religiões e idades. Há décadas viaja em média 230 dias por ano, realizando palestras e seminários no Brasil e no mundo.

Crônica de Eduardo Matysiak

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