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Campeão de duplas do torneio de tênis de Wimbledon, o mineiro Marcelo Melo espera servir de estímulo aos jovens tenistas brasileiros

Marcelo levantou o troféu em Wimbledon no último dia 15 de julho, ao lado do polonês Lukasz Kubot.


quarta-feira, 26/julho/2017
Campeão de duplas do torneio de tênis de Wimbledon, o mineiro Marcelo Melo espera servir de estímulo aos jovens tenistas brasileiros

O apelido dos tempos de adolescente – Girafa – é tão óbvio que dispensa explicação. Com seus 2,03 metros de altura, o mineiro Marcelo Melo faz a quadra de tênis parecer menor do que é. Agora, aos 33 anos, acaba de conseguir um feito que o deixou ainda maior. Tornou-se campeão de duplas do Torneio de Wimbledon, na Inglaterra, o mais prestigiado do chamado “Grand Slam” – grupo dos quatro maiores torneio de tênis do mundo, que além do evento inglês, inclui Roland Garros, na França e os Abertos dos Estados Unidos e Austrália. Depois de conquistar o título em Roland Garros, em 2015, jogando com o croata Ivan Dodig, Marcelo levantou o troféu em Wimbledon no último dia 15 de julho, ao lado do polonês Lukasz Kubot. Após uma batalha de 4h39min na quadra de grama inglesa, venceram a dupla formada por Oliver Marach e Mate Pavic por 3 sets a 2, parciais de 5-7, 7-5, 7-6, 3-6 e 13-11. “Uma conquista assim é sempre importante para o tênis brasileiro, especialmente para quem está começando. Podem enxergar o futuro, saber que podem chegar lá, buscar os caminhos”, acredita o atual líder do ranking mundial de duplas no tênis, que é patrocinado por Centauro, BMG e Itambé.

Esporte de Fato – Como o tênis surgiu na sua vida?
Marcelo Melo – O tênis sempre esteve presente na minha vida. Eu cresci em uma família de tenistas. Comecei a jogar aos sete anos, no Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte. Meu pais, assim como meus irmãos, jogam tênis. Meu irmão Daniel é meu técnico. Desde pequeno, eu acompanhava meus pais jogando em dupla, junto com os amigos. Jogava muita dupla nos finais de semana com eles. Quando faltava um amigo deles, eu era o primeiro na “lista de espera” e acabei tomando muito gosto pelas duplas, substituindo esses parceiros dos meus pais.

Esporte de Fato – Seria normal acreditar que qualquer bom jogador de tênis seja também um bom jogador de duplas – algo que nem sempre acontece. Quais são as diferenças entre as modalidades simples e duplas que vão além da quantidade de gente na quadra?
Marcelo Melo – O jogo de duplas exige um bom entrosamento entre os parceiros, um conjunto que traz os resultados, que diferencia a atuação nas quadras, nas vitórias. Esse entrosamento vem passo a passo, cada um entendendo a forma de jogar do outro, dando o seu melhor na quadra, conversando a cada jogo e definindo as estratégias.

Esporte de Fato – Em Wimbledon, como foi jogar aquela final com quatro horas e trinta e nove minutos de duração?
Marcelo Melo – Foi uma grande emoção, a realização de um sonho. Sempre quis ser campeão em Wimbledon. Foi uma partida disputada, equilibrada, quase cinco horas na quadra, em que foi preciso muita concentração. O jogo estava equilibradíssimo, no quinto set, quando teve a parada de dez minutos para fechamento do teto, para passarmos a jogar com luz artificial. Mentalizei isso como se fosse uma parada normal, para ir ao banheiro na virada de um set. Fomos para uma sala. Fiquei me movimentando todo o tempo. Voltamos com tudo e conseguimos vencer a partida e comemorar. O título em Wimbledon é muito especial. Um momento inesquecível. Ainda vai demorar um pouco para cair a ficha. Ao terminar o jogo, eu só conseguia repetir a palavra Wimbledon. Acho que repeti umas 100 vezes… Uma conquista incrível, que vem se juntar ao meu título em Roland Garros e à posição de líder do ranking mundial de duplas, que ocupei em 2015/2016 e volto a ocupar agora.

Esporte de Fato – Como é a parceria com o polonês Lukasz Kubot?
Marcelo Melo – Já havíamos jogando juntos alguns torneios e fomos campeões no ATP de Viena em 2015 e 2016. Conversamos e decidimos passar a jogar juntos a partir do início desta temporada 2017. É uma relação muito boa, dentro e fora da quadra. Estamos nos entendendo muito bem e os resultados têm aparecido.

Esporte de Fato – É curioso que você e seu conterrâneo de Belo Horizonte, o Bruno Soares, dois duplistas, sejam os maiores destaques do tênis brasileiro hoje…
Marcelo Melo – Estamos mesmo em um ótimo momento dos jogadores de duplas no país. E esperamos manter isso, assim como desenvolver o tênis brasileiro como um todo. Quanto mais jogadores, de simples, de duplas, melhor para o Brasil. Eu e o Bruno já jogamos juntos, com ótimos resultados. Agora formamos uma dupla representando o Brasil na Copa Davis, que é uma competição disputada por países.

por Luiz Humberto Monteiro Pereira
humberto@esportedefato.com.br


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