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Após 14 anos, empresário acusado de morte de adolescentes em show no Jockey Club deve ir a júri popular

Caso ocorreu em 2003, em Curitiba, durante um show. Vítimas morreram após serem pisoteadas, segundo o MP-PR. Julgamento foi marcado para 30 de maio.


quarta-feira, 17/maio/2017
Após 14 anos, empresário acusado de morte de adolescentes em show no Jockey Club deve ir a júri popular

Athayde de Oliveira Neto, responsável pela organização de um show de rock no Jockey Club, em Curitiba, em maio de 2003, que acabou com a morte de três adolescentes, deve ir à júri popular no dia 30 de maio. O julgamento será na 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri (TJ-PR).

Há quase 14 anos, além dos três jovens mortos, uma série de pessoas foi pisoteada após um tumulto no local.

Athayde Neto é acusado de homicídio com dolo eventual com motivação torpe. Para o Ministério Público do Paraná (MP-PR), visando o lucro, o réu vendeu mais ingressos do que a capacidade do espaço.

Segundo a denúncia, houve atraso na abertura de portões. Na hora que a banda começou a tocar, as pessoas que esperavam para entrar começaram a se projetar. Aqueles que estavam mais a frente foram pressionados, pisoteados e alguns asfixiados.

Além disso, ainda conforme o MP-PR, o show foi realizado sem alvará dos bombeiros e da prefeitura e a organização cometeu diversas falhas no quesito segurança.

Se condenado, Athayde Neto pode pegar, no mínimo, 12 anos de prisão para cada homicídio. Atualmente, ele responde em liberdade.

Crimes prescritos

O pai de Athayde Neto, Athayde Júnior, chegou a ser denunciado. Entretanto, segundo o promotor Paulo de Lima, que fez a denúncia, os crimes imputados a ele de falsidade ideológica e de lesão corporal prescreveram.

Lima explicou que diversos recursos foram impetrados na Justiça e que houve um erro de sentença que culminou na prescrição destes crimes.

“Isso é absolutamente anormal. Várias testemunhas foram ouvidas e isso demorou a instrução. Houve um erro judicial no momento da sentença que não se fundamentou os crimes conexos – de lesão e de falsidade ideológica – fundamentou só o homicídio. Houve diversos recursos da defesa para os tribunais superiores e demorou”, disse o promotor Paulo Lima.

Athayde Neto também chegou a ser acusado dos crimes de lesão corporal e falsidade ideológica. Da mesma forma, os crimes prescreveram.

Paulo Lima apresentou a denúncia. Quem estará presente no julgamento de 30 de maio será a promotora Ticiane Louise Pereira.

O que diz a defesa

O advogado Claúdio Dalledone, que defende o réu, disse que seu cliente foi um inocente útil neste processo. “As provas e as testemunhas trazidas a plenário irão demonstrar a verdade dando a cada um o que é seu”.

g1


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