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Comércio paranaense expande vendas e fica acima da média nacional


sexta-feira, 17/janeiro/2014
Comércio paranaense expande vendas e fica acima da média nacional

As vendas do comércio varejista apresentaram desempenho positivo no ano passado, em todos os indicadores, conforme demonstra Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (16). Houve aumento em novembro, no acumulado do ano e nos doze meses encerrados em novembro. A economista Ana Silvia Martins Franco, do Núcleo de Macroeconomia e Conjuntura do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), explica que a expansão do comércio do Paraná exprime a maior disponibilidade de renda da população. “É fruto especialmente do bom desempenho do agronegócio, junto com o aquecimento do mercado de trabalho regional, que mantem a geração de empregos mais nobres, com maiores rendimentos, em sua grande maioria no interior do Estado”, afirma Ana Silvia.

Em novembro, o faturamento real (descontada a inflação), na definição ampliada da pesquisa (que contempla, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de materiais de construção) expandiu 9,2% em relação a novembro de 2012. A pesquisa, que contempla, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de materiais de construção, mostra que o desempenho do Estado foi melhor que o do Brasil, que ficou em 5,7% no período.

No mês de novembro, o resultado foi puxado pelo aumento nas vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (16,6%); eletrodomésticos (15,4%); combustíveis e lubrificantes (13,4%); artigos farmacêuticos e de perfumaria (13,4%); material de construção (13%); e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (11%).

JANEIRO A NOVEMBRO – No acumulado do ano, de janeiro a novembro de 2013, o comércio paranaense permaneceu com o melhor desempenho entre os estados do sul e sudeste do País, com avanço de 7% das vendas reais, bastante acima da média nacional que cresceu 3,6%. O bom resultado foi influenciado pela maior comercialização de combustíveis e lubrificantes (11,3%); artigos farmacêuticos e de perfumaria (11,1%); eletrodomésticos (10,3%); artigos de uso pessoal e doméstico (9,5%); livros, jornais, revistas e papelaria (9,3%); material de construção (8,8%); e veículos, motocicletas, partes e peças (7,7%).

DOZE MESES – No acumulado de doze meses, encerrados em novembro de 2013, as vendas reais do comércio varejista regional mantiveram-se acima da média do país, com acréscimos de 6,1%, ante variação de 3,8% para a média nacional. Foi a segunda melhor performance entre os estados do sul e sudeste do Brasil, atrás apenas do Rio Grande do Sul (6,2%).

As principais contribuições positivas vieram dos segmentos de artigos farmacêuticos e de perfumaria (10,8%); combustíveis e lubrificantes (10,2%); artigos de uso pessoal e doméstico (10%); livros, jornais, revistas e papelaria (9,4%); eletrodomésticos (9%); material de construção (7%); e veículos, motocicletas, partes e peças (6,6%).

RESTRITA – Na mensuração restrita (que não considera os ramos de veículos, motos e material de construção), o volume de vendas no Estado foi superior aos resultados registrados no país, com crescimento de 10% no mês de novembro; 6% no acumulado do ano e 5,7% em doze meses (encerrados em novembro). No Brasil, o faturamento comercial mostrou elevação de 7% no mês; 4,3% no ano e 4,4% em doze meses.

Para a economista do Ipardes, Ana Silvia, apesar da combinação entre elevação dos juros e inflação alta, que no mês de novembro continuou afetando o comércio de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e o ramo de veículos, motocicletas, partes e peças, os resultados positivos do varejo paranaense devem permanecer no último mês de 2013.

“Tal perspectiva decorre da combinação entre os efeitos do acréscimo da renda da agropecuária, a política de atração de investimentos e de valorização do setor produtivo, por conta do Programa Paraná Competitivo, e os impactos das obras de infraestrutura realizadas pelo governo estadual, além da interferência sazonal do movimento associado às festas de final de ano, especialmente com o uso do décimo terceiro salário por parte dos trabalhadores”, explica a economista do Ipardes.


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