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Enterro de homem que família acreditou estar vivo em velório é adiado

Caso ocorreu na quarta (9), em Santa Helena (PR); corpo seria sepultado às 9h desta quinta (10).


quinta-feira, 10/agosto/2017
Enterro de homem que família acreditou estar vivo em velório é adiado

O enterro do homem que a família acreditou estar vivo durante o velório que estava marcado para as 9h desta quinta-feira (10) em Santa Helena, no oeste do Paraná, foi adiado. Familiares ficaram em dúvida sobre a morte quando um aparelho registrou supostos batimentos cardíacos. Um boletim de ocorrência foi registrado ainda pela manhã e em seguida o delegado pediu a necrópsia do corpo para dar encaminhamento às investigações.

(Correção: ao ser publicada, esta reportagem errou ao informar que o corpo havia sido enterrado por volta das 9h desta quinta. O erro foi corrigido às 14h55.)

O corpo do homem, de 44 anos, chegou a ser levado ao hospital durante o velório, mas exames comprovaram a morte.

Ele havia passodo mal na noite de terça-feira (8) e procurou o pronto atendimento de São José das Palmeiras, na mesma região. Horas depois, teve a morte por infarto confirmada pelo médico de plantão. Em seguida, o corpo foi levado à funerária – onde teve todo o sangue e fluídos corporais retirados – e liberado para o velório.

Na quarta (9), pela manhã, familiares estranharam a temperatura do corpo do homem e chamaram um médico. O aparelho usado pelo clínico Fernando Santin registrou 74 batimentos cardíacos por minuto, semelhante ao de uma pessoa viva e com as mesmas características.

“Comuniquei que precisava levar o corpo até o pronto-atendimento, onde teria condições melhores de avaliar, e a família aceitou. Em nenhum momento eu disse que ele poderia estar vivo”, comentou o médico.

Os exames de eletrocardiograma e o monitoramento pulmonar e cardíaco foram acompanhados por um médico cardiologista e outro clínico. Eles constataram que não tinha pulso e que não havia reação da pupila, além da rigidez cadavérica. Portanto, ele estava morto, segundo os médicos.

Para o clínico Fernando Santin, a hipótese trata-se de um caso de atividade elétrica sem pulso, opinião, segundo ele, compartilhada por um médico do Samu também consultado.

“Mesmo depois de parar de bater, o coração pode continuar emitindo ondas elétricas. E isso é o que pode ter sido captado pelo oxímetro. Casos assim são raríssimos. Em 14 anos de profissão, nunca havia sido chamado para um atendimento como este”, explicou.

g1


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