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Gaeco faz busca e apreensão em empresa do transporte público de Curitiba

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede do bairro Bom Retiro, em Curitiba


quarta-feira, 27/janeiro/2016
Gaeco faz busca e apreensão em empresa do transporte público de Curitiba

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realiza uma operação na Auto Viação Marechal – uma das empresas que operam o transporte público de Curitiba, desde a madrugada desta quarta-feira (27). Segundo informações dos funcionários, os agentes do Gaeco chegaram ao local às 5h.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede do bairro Bom Retiro, em Curitiba. A ação pode ser motivada pelas as investigações sobre fraude em licitações que envolve a empresa no Distrito Federal. Na última segunda-feira (25), o juíz Lizandro Garcia Gomes Filho, da 1ª Vara da Fazenda Pública do DF, anulou a licitação para o transporte público local devido a irregularidades no processo licitatório, que teria beneficiado “certo conglomerado empresarial detentor de grande fatia do transporte público distrital”. O Ministério Público do Paraná ainda não se manifestou sobre a operação.

Para o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), a operação teria relação com as denúncias de trabalhadores do transporte coletivo. Cerca de 70 funcionários das empresas Marechal e Glória (do consórcio Pontual) estão com problemas com o pagamento das férias e não puderam assinar o documento de recebimento na segunda-feira (25). Glória e Marechal que pertencem a mesma família, a Gulin.

Alguns funcionários relataram aos jornalistas no local que os diretores da empresa da família vestiram uniformes de motorista e saíram pelos fundos, sem serem reconhecidos. Uma foto do diretor operacional da empresa Marechal, Marco Antonio Gulin, está circulando em grupos do whatsapp. Ele estaria vestido de motorista e conseguiu ir embora sem ser visto pelo Oficial de Justiça.

Ao Paraná Portal, a assessoria do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) negou que ação do Gaeco seja motivada pela falta de pagamento e afirmou que vai divulgar uma nota esclarecendo os fatos, ainda na manhã desta quarta-feira (27). Além disso, confirmou que a foto é do diretor Gulin, mas que ele não vestia uniforme de motorista. A camisa usada pelo diretor da empresa seria apenas parecida com a usada pelos funcionários.

Segundo a assessoria, o empresário saiu durante a chegada do Gaeco por causa de um compromisso fora. Marco Antonio Gulin também precisou comparecer à sede do Gaeco no Ahú para prestar esclarecimentos, na mesma manhã. Ele foi acompanhado de seu advogado e estaria usando a mesma camisa.

Em 2013, um mapeamento feito pela CPI do Transporte Coletivo, instaurada pela Câmara de Curitiba, revelou que 68,7% das ações das empresas que compõem os três consórcios que operam na capital paranaense estão concentradas nas mãos da família Gulin. A maior concentração foi observada no Consórcio Pontual (formado pelas empresas Santo Antonio, Glória, Marechal e Mercês), que tem 87% de seu capital social entre acionistas com o mesmo sobrenome.

Para os vereadores da comissão, o levantamento indicou que as empresas se articularam em cartel – organização com vistas a eliminar a concorrência. Na ocasião, a CPI formalizou denúncia no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia federal responsável por apurar crimes contra a ordem econômica.

 

Paranaportal


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