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Motoristas da fronteira são obrigados a tirar película de vidro fora do padrão


quarta-feira, 26/fevereiro/2014
Motoristas da fronteira são obrigados a tirar película de vidro fora do padrão

 

Motoristas que cruzam a fronteira do Brasil com o Paraguai pela Ponte Internacional da Amizade, entre Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e Ciudad del Este, estão tendo que tirar dos vidros dos automóveis as películas em desacordo com a legislação de trânsito brasileira. A medida faz parte das estratégias dos órgãos de fiscalização para reprimir uma das táticas usadas por contrabandistas que atuam na região. Somente em janeiro, mais de 40 motoristas foram multados por descumprir a lei.
Para tentar esconder as mercadorias transportadas muitas vezes em carros de passeio e caminhonetes, a maioria com placas paraguaias, e burlar a fiscalização os motoristas escurecem os vidros com películas de proteção fora dos padrões permitidos no Brasil. Para não ter o veículo retido, além de ter de tirar o protetor, o motorista é multado em R$ 127,69 por descumprir a resolução 254 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Conforme a regra, o para-brisa e os vidros laterais têm que permitir no mínimo 75% de entrada de luz ou 70% se forem coloridos. Já as espelhadas são proibidas.

“No trabalho de fiscalização, precisamos ter visibilidade do interior do veículo, tanto das pessoas que estão dentro como do que está sendo transportado”, comentou o policial rodoviário federal Raone Nogueira. Ainda segundo o agente, a medida tem como objetivo evitar não só o contrabando e descaminho de produtos, mas vários outros crimes transnacionais como o tráfico de drogas, de armas e munição e de pessoas e o roubo de veículos que seguem para o Paraguai.
A prática usada pelas quadrilhas é tão comum que pode ser comprovada no pátio da Receita Federal (RF) em Foz do Iguaçu, onde fica grande parte dos veículos apreendidos com contrabando na região: de cada dez, ao menos oito têm películas espelhadas ou muito escuras. “Além disso, a gente percebe que a maioria já vem sem os assentos. Alteram também a suspensão de modo que o agente fiscal não perceba o efeito do peso das mercadorias”, observa o auditor fiscal da RF Ivair Hoffmann.

g1


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