Superinformado Notícias
Facebook
Twitter
Instagram

Novo laudo aponta que médica foi responsável por antecipar mortes

Virgínia Soares de Souza chefiava a UTI do Hospital Evangélico.


quarta-feira, 13/julho/2016
Novo laudo aponta que médica foi responsável por antecipar mortes

Um laudo complementar, feito a pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR), aponta que a médica Virgínia Soares de Souza foi a responsável pela antecipação de morte de pacientes. Ela chefiava a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico, em Curitiba.

Virgínia e mais sete pessoas foram acusadas pelo Ministério Público por homicídio qualificado e formação de quadrilha no início de 2013. Cinco dos envolvidos chegaram a ser presos, inclusive Virgínia.

O processo tem como base uma investigação do Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa) e denúncias de ex-funcionários do hospital e de familiares de pacientes. Conforme a acusação, os pacientes foram mortos por asfixia, com uso do medicamento Pavulon, que paralisava a respiração, e diminuição de oxigênio no respirador artificial. Sete mortes fazem parte deste processo.

Novo laudo
O laudo complementar foi feito pelo assistente técnico do MP-PR, o médico especializado em UTIs José Mário Meira Teles. Foram respondidas perguntas da acusação e da defesa. Segundo o laudo, a médica e integrantes da equipe dela aplicaram doses excessivas de sedativos e analgésicos em pacientes que morreram na UTI. Virgínia responde ao processo em liberdade.

Ao ser questionado sobre quais indicações terapêuticas da aplicação de três medicamentos que foram usados juntos em casos suspeitos, o médico respondeu que não havia nenhuma.

Para uma pergunta feita pela defesa da médica, se dá para concluir cientificamente que as vítimas tiveram as mortes antecipadas, o autor do laudo disse que sim e que a manipulação do aparelho respirador não era acompanhada de uma estratégia para melhorar a oxigenação dos pacientes.

O novo parecer foi encomendado pela acusação. Conforme os promotores, foi para complementar informações do laudo oficial feito por um perito do Instituo Médico-Legal (IML). De acordo com o MP-PR, algumas perguntas relativas ao caso só poderiam ser respondidas por um especialista em UTIs. Os promotores não quiseram gravar entrevista.

Defesa
Elias Mattar Assad, advogado da médica, disse que não vai considerar o novo laudo pedido pelo MP-PR e que o laudo oficial feito pelo perito do IML Carlos Peixoto Batista é o que vale para a defesa. Nele, quando a defesa pergunta, por exemplo, se há evidências científicas de que, sob a liderança de Virgínia, a equipe se associou para cometer homicídios em pacientes da UTI, a resposta foi não.

“Nós temos um laudo oficial da Justiça, que é o laudo do Instituto Médico-Legal. Este laudo é altamente benéfico para a defesa. Aí existem os assistentes técnicos dos acusados, todos formularam trabalhos maravilhosos dentro da literatura médica mesmo, justificando tudo como normal. As coisas que aconteceram lá estão dentro da normalidade”, afirmou o advogado Elias Mattar Assad, responsável pela defesa de Virgínia.

Ainda não há data para que a médica e os outros acusados sejam ouvidos pela Justiça.

 

g1


Compartilhar
Compartilhe no Facebook
Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Google Plus

Leia Também
Encapuzados invadem casa e matam empresária; namorado foi poupado

Guaratuba recebe do governo área do futuro Parque de Eventos

Guaratuba tem serviço de alerta de tempestades por SMS

Comitê gestor apresenta projeto para instalação da radioterapia na unidade II do Hospital São Vicente


Curso sobre Compras Governamentais está com inscrições abertas

Curso sobre Compras Governamentais está com inscrições abertas


Agentes realizam serviços socioambientais na região de Guarapuava

Agentes realizam serviços socioambientais na região de Guarapuava


Buraco na pista fecha aeroporto de Foz e atrasa voos

Buraco na pista fecha aeroporto de Foz e atrasa voos


Governo chama mais 100 servidores concursados para Saúde

Governo chama mais 100 servidores concursados para Saúde