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Pedro Muffato é alvo de operação do Gaeco


quinta-feira, 03/dezembro/2015
Pedro Muffato é alvo de operação do Gaeco

O empresário cascavelense, Pedro Muffato, foi encaminhado para dar esclarecimentos ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em operação realizada nesta quinta-feira no Paraná. A informação é do Blog Baixo Clero do Jornal de Londrina.

 

Trata-se da quarta fase da Operação Publicano, envolvendo empresas de grande porte. Pedro Muffato foi alvo de mandado de condução coercitiva. Também teriam sido alvos, segundo o Jornal de Londrina, representantes das empresas Viscardi e Big Franco. Outro empresário que teve condução coercitiva decretada foi Rachid Zabian.

 

O Jornal de Londrina informou também que a origem dessa fase da Operação Publicano estaria nas informações armazenadas dentro de um pen drive apreendido com o delator Luiz Antônio de Souza, em janeiro desse ano, quando ele foi preso, acusado de envolvimento com prostituição de adolescentes. O pen drive foi decodificado e depois Souza foi chamado a depor para explicar o seu conteúdo.

 

Detalhes

 

O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, no Norte-Central paranaense, deflagrou nesta quinta-feira (3) a quarta etapa da Operação Publicano, que investiga uma organização criminosa envolvida em crimes de corrupção e concussão atribuídos a auditores fiscais da Receita Estadual, com envolvimento de contadores e empresários.

 

A nova etapa está especificamente dirigida à apuração de fatos ocorridos entre 2008 e 2014 não apurados nas fases antecedentes. Dentre os comportamentos investigados, constam o recebimento de propina para liberação de créditos devidos e a não realização de fiscalização adequada, em que os fiscais deixavam de autuar ou emitiam autos simbólicos de pequeno valor contra empresas que pagavam propina, dando a elas “quitação fiscal”.

 

O Juízo da 3ª Vara Criminal de Londrina determinou a prisão de 47 pessoas, entre elas, 44 auditores fiscais (35 dos quais já envolvidos em situações das fases antecedentes). Também foram expedidos 52 mandados de condução coercitiva (inclusive de empresários residentes nos estados de São Paulo e Minas Gerais) e 49 mandados de busca e apreensão (em gabinetes da Receita Estadual, em residências e num escritório de advocacia). Foi decretada ainda a quebra de sigilo bancário de 19 pessoas ou empresas.

 

As fases 1 e 2 da Operação Publicano apuraram crimes contra a administração (especialmente corrupção passiva tributária e concussão) atribuídos à organização criminosa. A fase 3 apurou crimes de lavagem de ativos.

 

Muffatão

 

Entramos em contato com a rede Muffatão, mas foi informada que a central administrativa está em horário de almoço, devendo retornar no período da tarde, para um posicionamento. O telefone celular de Pedro Muffato está desligado.

Cgn


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