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Presidente da Câmara de Ortigueira é morto a tiros no Paraná, diz polícia

Crime foi registrado na noite de segunda-feira (18), no norte do estado.


terça-feira, 19/julho/2016
Presidente da Câmara de Ortigueira é morto a tiros no Paraná, diz polícia

O presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais do Paraná, João Batista Luiz Borges (PSDB), foi morto na noite de segunda-feira (18). Segundo a Polícia Civil, ele foi assassinado a tiros, na zona rural da cidade.

Segundo o delegado Rafael Bacelar de Souza, três criminosos invadiram a casa de Borges, mantiveram a família dele refém, e o levaram para um matagal. Ele foi morto com um tiro na cabeça.

Borges tinha 49 anos e trabalhou em empresas de ônibus da cidade, no setor químico e na agricultura. No ano de 2000, ele entrou para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Atualmente, ele cumpria o segundo mandato como vereador em Ortigueira. O corpo deve ser velado no plenário da Câmara de Vereadores do município a partir das 11h.

Borges é o segundo parlamentar assassinado no município, em apenas quatro meses. Em abril deste ano, o vereador Rafael Ribeiro Costa (PTN) e o pai dele, Joarez Costa, também foram mortos a tiros. Segundo as investigações, eles foram vítimas de uma emboscada, no bairro Caetê.

Conforme a Polícia Civil, dois homens pararam em frente à caminhonete do vereador com um fuzil e atiraram na traseira do veículo. O condutor perdeu o controle da direção e bateu o automóvel no muro de uma casa. Depois disso, os suspeitos realizaram diversos disparos contra as vítimas e fugiram.

O pai do vereador era conhecido como Caboclinho, investigado por diversos crimes durante a vida. Ele foi preso no ano de 2000, acusado de participar de um esquema de desmanche de carros. O esquema, conforme as investigações, contava com a participação de policiais.

Apesar das investigações dos desmanches de veículos, foi por um crime mais grave que Caboclinho acabou sendo condenado. Em 2003, ele foi considerado culpado pela morte de um homem a 17 anos de prisão. O crime aconteceu em 1999.

g1


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