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Procurado pelos paranaenses, litoral de SC tem problemas de balneabilidade

Desta forma, quem planeja mergulhar nas praias do estado vizinho deve fazer uma boa pesquisa para não colocar a saúde em risco.


segunda-feira, 25/janeiro/2016
Procurado pelos paranaenses, litoral de SC tem problemas de balneabilidade

Reconhecido por suas belezas naturais e pela qualidade da água, o litoral de Santa Catarina, que sempre foi um dos destinos preferidos dos paranaenses no verão, enfrenta dificuldades nesta temporada. Segundo o último relatório da Fundação do Meio Ambiente (FATMA), órgão responsável pela fiscalização do litoral no estado vizinho, divulgado na última sexta-feira, mais de um terço dos pontos analisados (76 dos 211) permanece impróprio para banho. Desta forma, quem planeja mergulhar nas praias do estado vizinho deve fazer uma boa pesquisa para não colocar a saúde em risco.

Em Florianópolis, praias badaladas, como Canasvieiras, Ingleses, Jurerê e Brava, apresentam pontos impróprios para banho. Em Balneário Camboriú, metade dos pontos não apresenta boa balneabilidade. Dos seis pontos para banho de Porto Belo, dois estão impróprios. Nessa região, apareceu na semana passada uma enorme mancha marrom, nas águas do Rio Perequê. No entanto, a FATMA afirmou que a coloração não é indício de esgoto e ainda estuda a origem do fenômeno.

O que determina a balneabilidade da água é a presença de coliformes fecais, detectados pela bactéria Escherichia coli (E.coli). Se são constatadas mais de 2 mil bactérias por mililitro de água, o ponto é considerado impróprio. O responsável técnico da FATMA, Marlon Daniel da Silva, afirma que apesar de o índice ser alto, não foge da média dos anos anteriores. “Esse é um valor histórico para a temporada, que sempre tem uma média de 25% a 35% dos pontos impróprios”. O alto índice de contaminação se deve, segundo ele, a vários fatores, como baixa cobertura do saneamento básico, alta ocupação por turistas e muitas chuvas, que levam detritos da rua, como fezes de animais, para os rios.

Impacto no turismo

A má propaganda gerada pela poluição das praias não chegou a impactar o número de reservas da hotelaria, afirma o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Santa Catarina (ABIH-SC), João Eduardo Amaral Moritz. “Evidentemente, não recebemos essa notícia bem, mas, para esse verão, ela não trouxe maiores consequências, a hotelaria está mantendo sua maior taxa de ocupação dos últimos 15 anos”.

No Réveillon, o nível de ocupação chegou a 97% dos estabelecimentos associados à ABIH. “Essa situação não nos preocupa no momento, mas sim para o futuro. Cobramos o poder público e essa cobrança não vem de ontem. Há mais de 10 anos a iniciativa privada vem alertando sobre as questões ambientais. Chegou o momento de exigir, e não de solicitar”, afirma.

Melhorias à vista

A tendência é que a situação no Paraná melhore conforme avancem as obras de ampliação da rede de esgoto em Pontal do Paraná e Matinhos, iniciadas neste mês. O investimento de R$ 225 milhões, viabilizado através do programa federal Saneamento para Todos, pode aumentar a capacidade de atendimento de 52% para 85% da população em Matinhos. Em Pontal, a abrangência da rede pode saltar dos atuais 26% para 75% dos moradores.

Quem espera e depende do resultado das obras, que têm prazo para terminar em 2019, é o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares, Casas Noturnas e Similares do Litoral do Paraná (Sindilitoral). “Estamos torcendo para que isso aconteça, porque para nós é muito bom. Antigamente, o saneamento básico era péssimo. Na Praia Central de Matinhos, subia o lençol freático e toda a contaminação das fossas ia para o mar. Parece que agora é pra valer, já vemos um parque de máquinas instalado no município”, observa o presidente da entidade, Carlos Dalberto Freire.

Movimento

Com a temperatura batendo na casa dos 35 graus ontem, muita gente passou o dia nas praias catarinenses, o que se refletiu em alto fluxo e trechos de lentidão nas BRs 101 e 376, que ligam o Paraná ao litoral de Santa Catarina.
Conforme a Secretaria de Turismo de Santa Catarina, 4,5 milhões de pessoas circularam pelo estado desde o começo de dezembro. Para fugir das praias lotadas e evitar as aglomerações do litoral, alguns veranistas catarinenses procuram alternativas de lazer em parques aquáticos.

Paraná está melhor

O litoral paranaense, por sua vez, vem oferecendo boas condições para os banhistas nesta temporada. De acordo com o sexto relatório do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), também divulgado na sexta-feira, apenas dois dos 47 pontos analisados estão impróprios: o Rio Nhundiaquara, em Morretes, e a Ponta da Pita, em Antonina.

“A situação deve se manter boa, mesmo com o aumento de veranistas no Carnaval, a não ser que ocorra um fato novo, como chuvas fortes”, diz o coordenador do Verão Paraná pelo IAP, Doraci Ramos de Oliveira. Ele lembra que, em temporadas passadas, como a 2013/2014, o litoral paranaense chegou a ter 20 pontos impróprios, devido ao pico de turistas em datas comemorativas, quadro que não deve se repetir neste ano. “O verão está fraco por causa do nosso momento financeiro”, analisa.

 

Paranaonline


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