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Professor de direito diz em sala de aula que ‘mulher gosta de apanhar’

Situação aconteceu em aula voltada para concurseiros,


quarta-feira, 27/setembro/2017
Professor de direito diz em sala de aula que ‘mulher gosta de apanhar’

Um professor do Centro de Estudos Jurídicos Luiz Carlos, em Curitiba, falou em sala de aula que “mulher gosta de apanhar”. No vídeo, compartilhado nas redes socais, é possível assistir à declaração. Assista.

“Mulherada se acha, né, essa Lei Maria da Penha aí né, mulherada se acha, né. Gosta de apanhar ou não? Levar uns murros na boca de vez em quando? Uma joelhada, não gosta? Quebrar umas costelas, não gosta? Mulher gosta de apanhar. Mulher gosta de levar porrada, não é verdade? Ela não gosta quando incha a boca, incha o olho, borra a maquiagem, daí ela não gosta. Tô brincando, tô brincando, tô brincando, tô brincando! “.

Victor Augusto Leão faz parte da equipe de professores do Curso Luiz Carlos que, no site, o apresenta como graduado em direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com especialização em direito civil contempo e mestre em ciência jurídica.

A instituição oferece cursos preparatórios para concursos públicos e exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

No domingo (24), o Curso Luiz Carlos fez um comunicado sobre o ocorrido e afirmou ter tomado conhecimento do fato no sábado (23), pelas redes sociais, e que a aula foi ministrada no dia 2 de setembro.

A aula, segundo o próprio professor, era uma revisão de véspera para o concurso do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).

De acordo com o comunicado, a instituição não recebeu nenhuma reclamação escrita ou verbal na secretaria relacionada aos comentários do professor.

“O curso repudia e não compactua com qualquer tipo de incitação à violência contra as mulheres – ou qualquer outro tipo de discriminação, ligada a que gênero for”, diz um trecho do comunicado.

O que diz o professor

A instituição também divulgou uma nota de esclarecimento do professor Victor Augusto Leão.

“Não foi um discurso malignamente ofensivo às mulheres. Foram brincadeiras (expressamente destacadas), como tantos humoristas realizam. Não se pretendeu (como de fato não se fez), estimular a violência doméstica e familiar contra a mulher”, afirmou o professor.

Ele ainda disse que “não se pode confundir brincadeira no contexto como ocorreu com discurso pregador de violência contra a mulher”.

g1


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