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Rotaract Guarapuava realiza ação para Setembro Amarelo

No Brasil, entre 1980 e 2012, segundo a pesquisa Violência Letal contra as Crianças e Adolescentes do Brasil, as taxas de suicídio cresceram 62,5%


segunda-feira, 04/setembro/2017
Rotaract Guarapuava realiza ação para Setembro Amarelo

No último sábado (02), o centro de Guarapuava foi dominado pela cor amarela. Apoiando o mês de prevenção ao suicídio, o Rotaract Club de Guarapuava iniciou seus primeiros trabalhos para chamar atenção sobre a temática.

A intervenção aconteceu nas duas principais ruas de Guarapuava, a XV de Novembro e a Saldanha Marinho, onde 100 cartazes foram fixados com depoimentos de pessoas que sofrem ou já sofreram com depressão. Para que não passassem despercebidos, balões amarelos foram fixados para chamar atenção.

No Brasil, entre 1980 e 2012, segundo a pesquisa Violência Letal contra as Crianças e Adolescentes do Brasil, as taxas de suicídio cresceram 62,5% na população em geral, sendo que são 5,6 mortes a cada 100 mil jovens.

A sócia e Diretora de Comunidade do Rotaract, Beatriz Matakas, conta que o clube já pode perceber uma resposta positiva da sociedade. “Já tivemos um impacto positivo, enquanto colávamos os cartazes, muitas pessoas corriam depois para ver o que tínhamos colocado. Esperamos que cada um reflita sobre isso, já vai fazer a diferença”. Essa é apenas a primeira etapa de diversas ações que o clube pretende realizar durante o mês. “Nosso objetivo é a sensibilização da sociedade sobre o tema, pois sabemos que a maioria dos casos de depressão não são tratados como deveriam”, destaca lembrando que as próximas ações acontecerão nas faculdades.

Confira alguns depoimentos que foram compartilhados e que podem ser conferidos na íntegra na página do Facebook do Rotaract:

 

“Eu evitava qualquer tipo de contato com pessoas e ficava extremamente irritada quando recebia visitas. Recusava comidas, até mesmo pizza, e tomar banho acabou se tornando uma tortura. Minha vontade era ficar deitada o dia todo. Gostava também de olhar para algum lugar fixo do meu quarto e não pensar em nada. Não podia evitar: a depressão havia invadido meu corpo e estava sugando minha mente devagar, num processo doloroso. A tristeza virou rotina. Sentia-me tão vulnerável. Havia uma corda escondida dentro do meu guarda-roupa, a qual me fazia acreditar que serviria como “garantia” para os momentos explosivos.”(Amanda, 21 anos)

 

“Então a vida vai seguindo seu curso normal e você parece estar sentando do banco do carona. É, isso mesmo, sua vida é agora guiada pela depressão. Mas para admitir isto não é fácil, principalmente porque ela faz questão de dirigir através de seus erros e medos, dando destaque a cada um deles. Admitir a depressão é admitir que você não comanda mais sua vida. E, logo eu, que não tenho tempo para isso, eu trabalho, tenha família, casa, como assim? Depressão? Trabalho em média 10 horas, num emprego que exige concentração, agilidade. Fui a primeira pessoa que teve preconceito comigo mesma.” (Regina, 48 anos)

 

Vídeo da ação realizada: https://youtu.be/EcSrjXQ37BE

Página com depoimentos: https://www.facebook.com/rotaractguarapuava/


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