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Shoppings ganham espaço no interior


quinta-feira, 30/janeiro/2014
Shoppings ganham espaço no interior

 A quantidade de shoppings no interior deve ultrapassar o número de centro de compras nas capitais em 2014, fato já percebido no Paraná, onde 17 dos 31 empreendimentos estão fora de Curitiba. A falta de espaço nas grandes cidades e o interesse das prefeituras menores em atrair os investimentos agiliza a burocracia no interior, onde pode cair a um quarto do tempo na comparação com capitais

De acordo com dados da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), em 2013 havia no país 495 empreendimentos, 249 deles em 25 capitais e no Distrito Federal – Boa Vista (RR) era a única capital que não tinha um shopping center em 2013. Se a previsão se concretizar, 2014 deve se consolidar como o ano da virada, com o interior ganhando preferência entre os empresários.

 

Dos 41 novos empreendimentos previstos para este ano, segundo a Abrasce, 30 estarão em cidades que não são capitais, o que ocasionalmente pode incluir suas regiões metropolitanas. Se confirmados, até o fim do ano o Brasil terá 260 empreendimentos em capitais e 276 em cidades do interior.

 

Uma das razões que explicaria esse “boom” no interior, além do aumento da renda e da falta de terrenos disponíveis nas grandes cidades, é a estrutura burocrática que o setor enfrenta para tirar do papel um grande empreendimento. Walter Rozados, da Rozados, consultoria em shop­ping centers, observa que os entraves acompanham interesses diferentes conforme o porte da cidade.

 

“Uma prefeitura de uma cidade menor tem interesse em trazer um grande empreendimento para o município, levando em conta a geração de empregos e o aumento da tributação. Onde já há uma alta concentração de shoppings, há tantas compensações a serem feitas que o projeto pode ser até inviabilizado”, pondera.

 

Há exemplos dessa situação no Paraná. O Grupo Tacla, investidor do Shopping Palladium, apresentou em 2010 o projeto do Jockey Plaza Shopping Center, no bairro Tarumã, em Curitiba, e ainda aguarda a liberação do alvará para começar a construção do empreendimento – a expectativa é que em dois meses o documento seja liberado e as obras comecem. Por outro lado, o Palladium Shopping Center Foz do Iguaçu teve sua liberação aprovada em menos de um ano.

 

“Quanto maior a cidade, maior o tempo em aprovação de projetos, que são revistos por prefeituras de capitais, por exemplo, para incluir novas compensações com o trânsito e infraestrutura. Enquanto o investidor espera a maturação do projeto nas capitais, vai tirando do papel mais rapidamente os shoppings no interior”, analisa Aníbal Tacla, diretor-superintendente do grupo Tacla.

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Gazeta do Povo


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