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Urbs irá à Justiça para que Sindimoc pague pelo prejuízo da greve


quinta-feira, 26/junho/2014
Urbs irá à Justiça para que Sindimoc pague pelo prejuízo da greve

A Urbs confirmou, na manhã desta quinta-feira (26), que vai pedir ressarcimento dos prejuízos causados pela greve dos cobradores ao Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc). A categoria promove desde a madrugada uma paralisação por tempo indeterminado que deixa a maioria dos ônibus e estações-tubo com “catraca livre”. A informação foi confirmada pela empresa via nota divulgada no site da Prefeitura de Curitiba.

 

A Urbs revela que vai pedir o ressarcimento assim que haja possibilidade de os prejuízos serem contabilizados. O órgão não antecipou uma previsão de quanto dinheiro pode ser perdido caso o sistema opere o dia inteiro sem arrecadar o valor das passagens. Em balanço atualizado às 6 horas, 100% da frota dos ônibus estava em operação, mas 95% dela sem cobradores.

A reportagem entrou em contato com todas as empresas que operam a Rede Integrada de Transporte (RIT) de Curitiba e região metropolitana. Todas, com exceção da Auto Viação São José, relataram que 100% dos ônibus circulavam sem cobradores nesta manhã. Na São José, 95% dos coletivos saíram da garagem com motorista e cobrador. No entanto, ao chegar no Terminal Guadalupe, o sindicato retirou alguns cobradores.

 

O documento cita que a Urbs vai apresentar ação à Justiça com o pedido de ressarcimento nos próximos dias. Entre as solicitações feitas pela empresa à Justiça deve estar também a perda dos direitos políticos de Anderson Teixeira, presidente do Sindimoc, e outros dirigentes. Conforme a Urbs, o sindicato teria cometido ato de improbidade administrativa ao liberar as catracas e operar o sistema de transporte coletivo sem a cobrança de passagem.

 

Mais cedo, o presidente da Urbs, Roberto Gregório, já havia dito que a empresa iria buscar alternativas na Justiça para acabar com a greve dos cobradores de ônibus em Curitiba e região metropolitana. O dirigente disse que um pedido de liminar para suspender a mobilização será feito ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ainda pela manhã. Ele falou que considera o movimento da categoria oportunista e ilegal.

 

Gregório também havia adiantado que uma das possibilidades jurídicas era a de pedir que o Sindimoc pagasse o prejuízo da operação pela “catraca livre”, mas se recusou a estimar o total que o sistema deixou de arrecadar no dia. “Na realidade, precisaríamos fazer uma avaliação com base em outros dias, mas hoje é dia atípico, em relação ao dia da Copa [do Mundo]. Prefiro não estimar nesse momento.”

 

O presidente enfatizou que recebeu informações sobre a realização de piquetes em garagens de empresas para impedir a entrada de cobradores. “Nós estamos vivendo um momento particularmente importante para a cidade, para a sociedade, e os usuários do transporte coletivo não merecem e não podem ficar refém de interesses do sindicato [dos trabalhadores].”

 

Sindimoc diz que trabalhadores têm direito de greve

 

O representante de relações sociais do Sindimoc, Luiz Carlos de Oliveira, minimizou a declaração do presidente da Urbs. “A desembargadora [Ana Carolina Zaina] ontem, na audiência do TRT, conferiu o direito de greve dos trabalhadores.”

 

Sobre a possibilidade de o Sindimoc ter que bancar o prejuízo, Oliveira disse que tudo depende da negociação, desde que haja acordo de as partes não se processarem entre si. Ele diz que não entende o fato de a paralisação ser admitida pelos responsáveis, afinal o prejuízo de um dia sem cobrar passagem seria maior que conceder os benefícios solicitados pela categoria. “Um dia sem cobrador gera prejuízo de R$ 4 milhões a R$ 6 milhões. Se concederem o reajuste, o custo é R$ 3 milhões no ano inteiro. É estranho que prefeitura decida aceitar esse prejuízo.”

 

Flávio Ferreira Júnior, delegado de base do Sindimoc, disse que por não ter ocorrido um acordo, a greve foi a “melhor opção possível”. O delegado acredita que o prejuízo causado no sistema de transporte será pago pela Urbs. “A princípio, quem vai custear esse prejuízo será a Urbs, a menos que haja outra definição. Não vai ter corte de tabela e nem nada do tipo. Até que sejam atendidas as reivindicações, a greve permanece por tempo indeterminado.”

 

Empresas repudiam paralisação de cobradores

 

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), em nota, manifestou “repúdio à atitude irresponsável do Sindimoc, que promoveu greve dos cobradores nesta quinta-feira (26), em dia de jogo da Copa do Mundo em Curitiba e contrariando pedido do Juízo para que não houvesse paralisação, já que uma nova audiência está marcada para amanhã (27).”

 

O sindicato das empresas disse manter sua posição de diálogo e que “se coloca ao lado da população como refém do radicalismo do Sindimoc.” O Setransp disse que apesar do risco de prejuízo, “orientou suas filiadas, por determinação da Urbanização de Curitiba (Urbs), a liberar 100% da frota de ônibus para circulação, mesmo sem os cobradores. As empresas tomaram essa atitude em respeito à população e para não prejudicá-la”, finaliza a nota.

 

Greve faz ônibus circularem sem cobradores em Curitiba

 

Curitiba e região metropolitana amanheceram, nesta quinta-feira (26), com os ônibus circulando sem cobradores. Uma greve por tempo indeterminado da categoria foi iniciada ainda na madrugada e desde então permite aos passageiros entrar nos veículos sem pagar passagem. Caso não haja nenhuma decisão da Justiça ou reunião de negociação que mude o cenário ao longo do dia, a expectativa é que a greve continue nesta sexta-feira (27). Uma nova audiência de conciliação, assim como a que ocorreu nesta quarta, está marcada para acontecer a partir das 13 horas desta sexta no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

 

O início da operação dos ônibus, nesta quinta-feira, teve atraso. Isso porque uma reunião dos cobradores foi realizada de madrugada, por volta das 4 horas da manhã. Quem precisou pegar o coletivo bem cedo, por volta das 5 horas, enfrentou atrasos de até 40 minutos na chegada dos ônibus. No início da manhã, por volta das 7 horas, a situação tinha sido normalizada, segundo a Urbs. Mas alguns locais tiveram problemas pontuais.

 

Pouco antes das 5 horas desta quinta, houve um princípio de confusão na garagem da empresa Auto Viação São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Segundo Luis Carlos Pauletto, funcionário do setor administrativo da operadora, cerca de cinco diretores do Sindimoc impediram a entrada dos cobradores que não aderiram à greve. Estes trabalhadores teriam conseguido entrar nos ônibus de maneira forçada, mas houve resistência dos representantes do sindicato, que não deixaram os veículos saírem. A Polícia Militar foi acionada para dar apoio à saída dos ônibus da garagem.

 

A Auto Viação São José dos Pinhais informou que estava com aproximadamente 180 ônibus nas ruas, o que representa 95% da frota. Dos 400 cobradores da empresa, 13 não compareceram ao trabalho nesta manhã. Segundo Pauletto, outros 20 cobradores da empresa foram retirados dos ônibus nos terminais do Guadalupe e Boqueirão.

 

Pela manhã, algumas operadoras de transporte reclamavam de problemas no terminal do Guadalupe, no Centro de Curitiba. A Expresso Azul, de Pinhais, relatou que apesar de todos os seus ônibus terem deixado a garagem com cobradores, grande parte deles estão sendo retirados dos veículos quando chegam ao terminal do Guadalupe. A orientação é de que passageiros que costumam pegar ônibus neste terminal se dirijam a algum outro ponto mais próximo caso percebam demora excessiva da linha. A Auto Viação São José também alertou para problemas no Guadalupe.

 

A Urbs informou que todos os ônibus previstos para o horário estavam em circulação, na Grande Curitiba, às 7h30. As informações foram obtidas pelo órgão no Centro de Controle Operacional (CCO) da Rede Integrada de Transporte. Às 5h30, a empresa divulgou uma nota na qual autorizava a circulação de ônibus mesmo sem a presença de cobradores.

 

O trânsito, de maneira geral, não teve alterações na cidade por causa da greve dos ônibus. A reportagem também percorreu, pela manhã, os terminais e principais estações-tubo da cidade, mas não houve registro de confusões por causa da paralisação.

 

 

Gazeta do Povo


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