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Justiça aceita denúncia, e vereadores de Guarapuava viram réus por organização criminosa

Dois vereadores afastados e um ex-presidente da Câmara são acusados de usar dinheiro público para comprar 'benefícios' no SUS a eleitores.


sábado, 16/setembro/2017
Justiça aceita denúncia, e vereadores de Guarapuava viram réus por organização criminosa

Dois vereadores e um ex-presidente da Câmara Municipal de Guarapuava, na região central do Paraná, viraram réus em um processo penal derivado da Operação Fantasma II, deflagrada em março de 2016. Os parlamentares afastados vereadores Celso Costa e Márcio Carneiro – ambos do PPS – e o ex-vereador Edony Klüber são acusados pelo crime de organização criminosa. Além deles, outras 10 pessoas também foram denunciadas nesse processo.

De acordo com as investigações, os vereadores comandavam um esquema que oferecia vantagens em serviços públicos, para eleitores de Guarapuava, com o objetivo de garantir votos. Um dos exemplos encontrados foi na área da saúde. Conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR), os políticos pagavam a servidores municipais, para que eles marcassem consultas médicas no Sistema Único de Saúde (SUS) a moradores da cidade, sem que eles tivessem que esperar na fila.

Também há a suspeita de que servidores municipais desviavam materiais de construção para obras particulares, a pedido dos vereadores.

A denúncia foi apresentada em janeiro deste ano pelo MP-PR, mas só foi recebida pela Justiça neste mês de setembro. Para os promotores, essa é a principal denúncia das que já foram apresentadas contra o grupo.

No despacho em que a denúncia foi recebida, a juíza Paola Gonçalves Mancini considerou que há indícios suficientes de materialidade e autoria, ou seja, as provas apresentadas até o momento levam a crer que existe a possibilidade de os políticos serem culpados pelo crime do qual foram acusados.

Ao todo, são 18 ações penais e outras cinco cíveis, que tramitam na Justiça contra os envolvidos na suposta fraude. Em agosto deste ano, a Justiça absolveu Klüber e Costa em uma dessas ações cíveis, em que eram acusados de improbidade administrativa.

Procurado, o escritório de advocacia que defende os três políticos informou que não vai se pronunciar, porque ainda não foi notificado pela Justiça.

g1


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