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Satisfação com políticos anda em baixa no Paraná


sábado, 14/março/2015
Satisfação com políticos anda em baixa no Paraná

A popularidade dos governantes anda em baixa entre os brasileiros e, no Paraná, esse fenômeno está em ascendência. Pesquisas do Instituto Paraná Pesquisas divulgadas pela Gazeta do Povo na última semana revelam que os índices de aprovação da presidente Dilma Rousseff (PT), do governador Beto Richa (PSDB) e do prefeito Gustavo Fruet (PDT) despencaram entre os paranaenses.

No retrospecto, o melhor índice de popularidade da petista no estado foi atingido em dezembro de 2012 (72% de aprovação). Porém, no final do ano passado, ela já vinha em um processo de queda de prestígio entre os paranaenses, quando chegou a 60% de rejeição. Agora, em fevereiro, ela caiu a 15% de aprovação.

Richa conseguiu índices um pouco melhores de popularidade que os da presidente, mas apresentou uma queda muito mais drástica em comparação ao final do ano passado. Na ocasião, 65% dos paranaenses aprovavam sua administração. Agora, em meio à crise financeira e política do estado, o índice caiu para quase 20% – o que representa 45 pontos porcentuais a menos em um período de três meses.

Já a desaprovação a Fruet, subiu 15 pontos porcentuais entre dezembro de 2014 e março deste ano: de 50% para 65%. E apenas 6% acham que sua gestão está sendo melhor do que o esperado no momento da eleição.

Com relação aos deputados estaduais, os paranaenses deram a eles nota 3,2.

Análise

A mudança de discurso dos governantes entre os períodos eleitoral e posteriores à posse é um dos pontos que explica a variação de popularidade. “Na eleição, a crise foi maquiada. Estava tudo certo, as contas estavam em dia, os investimentos iriam aumentar, o melhor estava por vir e, depois, as pessoas foram surpreendidas com novas políticas fiscais vindas de lá e de cá”, diz o cientista político da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Marco Rossi.

Doacir Quadros, cientista político do Uninter, acrescenta que, no atual período democrático, nunca se viu uma “experiência tão forte de discurso de campanha extremamente eleitoral”, tanto em nível estadual quanto federal. Ele também cita os últimos ajustes fiscais praticados pelos governantes na tentativa de aliviar os cofres públicos.

Amadurecimento

Mais do que um ressentimento dos eleitores diante da mudança de discurso dos governantes, os especialistas apontam que os brasileiros em geral estão mais atentos à interferência estatal na vida cotidiana, o que representa um amadurecimento democrático. “Quem paga a conta dos ajustes fiscais são sempre as pessoas comuns, e não aqueles que sempre tiveram os benefícios históricos. Essa insatisfação passa pela compreensão disso”, diz Rossi.

Quadros cita ainda que o período de greves e manifestações no estado, diante das recentes medidas impopulares de ambos os governos, contribui para a visibilidade de um discurso negativo contra os gestores. “É mais um capítulo das manifestações de junho de 2013, que foi uma forma de demonstrar que a sociedade está atenta”, avaliaQuadros.

Melhora nos índices passa por ações claras e maior transparência

Conforme os últimos levantamentos, o cenário é ruim entre os paranaenses para ambos os governantes: a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Beto Richa (PSDB). Mas, segundo os especialistas consultados pela reportagem, pode melhorar daqui para frente. Eles indicam que essa mudança de visão depende do comportamento da petista e do tucano e de um plano de gestão mais claro e bem elaborado pelas duas administrações.

“O governador vai ter que apresentar um novo plano de ação de investimentos e tentar apagar essa imagem que ficou por conta da mudança de discurso das eleições para o início de ano. Mas o prejuízo eleitoral está dado principalmente dentro do partido, onde ele estava se destacando como uma pessoa de grande poder político”, aponta Marco Rossi, cientista político da UEL.

“No caso da presidente, vai depender de como ela vai estabelecer uma comunicação com o país. O PT e o governo federal falham muito nisso”, diz Rossi.

O também cientista político Doacir Quadros, do Grupo Uninter, concorda que é necessário maior transparência das ações em nível federal. “A população é como um cliente de um bar, que não quer explicações do garçom para o aumento da cerveja, mas quer que o dono do bar explique”, compara. (KB)

Gazeta do Povo


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