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TJ concede Habeas Corpus ao primo de Beto Richa


terça-feira, 24/março/2015
TJ concede Habeas Corpus ao primo de Beto Richa

O juiz substituto de segundo grau Márcio José Tokars, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), concedeu Habeas Corpus liberando o empresário Luiz Abi Antoun, que ficou preso uma semana, sob a suspeita de liderar um grupo que supostamente fraudou uma licitação do governo do Estado. Abi é “primo” do governador Beto Richa (PSDB) e foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na Operação Voldemort, deflagrada na semana passada. No entendimento de Tokars, apesar de não ser poder “negar que os crimes imputados, em tese, ao paciente [Abi], são de grande reprovabilidade”, o empresário deve ser solto. O desembargador defendeu “medidas alternativas à prisão preventiva”, o que, segundo ele, seriam “mais adequadas” e “igualmente eficazes”.

O desembargador afirma que precisa conceder a liberdade a Abi “diante da ausência de fundamentação arrimada nos fatos concretos”, mas propõe medidas que obriguem o “primo” do governador a atender chamados judiciais. Entre as medidas “restritivas” estão a proibição de Abi de sair do país – o passaporte dele será recolhido –, “tendo em vista que possível fuga do acusado do país tornaria a aplicação da lei penal brasileira praticamente impossível, causando forte sentimento de impunidade e de inutilidade do sistema penal pátrio”, ressalva o magistrado. Além disso Abi fica obrigado a comunicar a Justiça em caso de mudança de domicílio.

O promotor Cláudio Esteves, coordenador do Gaeco em Londrina, não foi localizado pela reportagem para comentar a decisão do TJ.

Apesar de não ter cargo no governo do Estado, Abi é considerado influente na gestão Beto Richa. A licitação investigada pelo Gaeco foi realizada em dezembro e vencida pela Providence Auto Center, que o MP acredita ter Abi como proprietário – o dono oficial da empresa é Ismar Ieger, mas ele não teria autonomia sobre para gerenciar o negócio. O contrato é de seis meses e o valor é de R$ 1,5 milhão.

Gazeta do Povo


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