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Cirurgia inédita no país devolve audição a pacientes com surdez parcial

Realizada no Hospital das Clínicas da USP, em Ribeirão Preto (SP), técnica implanta prótese auditiva no osso da cabeça do paciente. Procedimento já é realizado gratuitamente pelo SUS.


segunda-feira, 10/julho/2017
Cirurgia inédita no país devolve audição a pacientes com surdez parcial

Desde que nasceu, a dona de casa Kátia Aparecida Rosa, de 43 anos, sofria com dificuldade de audição, problema que afetou a fala e retardou o aprendizado. Mesmo fazendo leitura labial, não são poucas as vezes em que ela se perde em meio a uma conversa.

Submetida a uma cirurgia inédita no país, mas já realizada na Dinamarca, onde a técnica foi desenvolvida, a dona de casa espera, pela primeira vez, ouvir com clareza todos os sons e conquistar o seu maior sonho: poder trabalhar fora de casa.

“Vou poder interagir com as pessoas, porque sou muito envergonhada, muito tímida. As pessoas não me entenderem, ou eu não entender as pessoas, ter que ficar repetindo, é chato isso. Então, vai melhorar muito, até para eu arrumar um emprego”, diz.

A técnica cirúrgica realizada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) consiste em implantar uma prótese auditiva feita em titânio no osso da cabeça do paciente, atrás da orelha. O processador capta as ondas sonoras de maneira semelhante aos aparelhos auditivos convencionais.

Entretanto, em vez de serem enviadas através do canal auditivo, as ondas são transformadas em vibrações sonoras, que, por sua vez, são levadas pelo implante por meio do osso do crânio diretamente ao ouvido interno.

“A estimulação se faz diretamente para as células do ouvido interno, que transformam o som e depois será percebido pelo cérebro. Então, o indivíduo passa a ter uma resposta rápida e boa”, explica o otorrinolaringologista Miguel Angelo Hyppolito.

O médico diz que o maior benefício da técnica é a recuperação mais rápida do paciente, uma vez que a cirurgia pode ser feita com anestesia local, a partir de uma pequena incisão na cabeça. Entretanto, o paciente deve aguardar em média duas semanas até a ativação da prótese.

“Espera-se que em 15, 20 minutos, no máximo, você consiga realizar essa cirurgia. Ela vai ser feita em nível ambulatorial, onde o paciente é sedado simplesmente e tem a possibilidade de ir para casa no mesmo dia, não há necessidade de internação prolongada”, completa.

O médico destaca que o procedimento já está sendo realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas só pode ser feito em pessoas com perda auditiva decorrente de problemas no ouvido externo ou médio, ou ainda surdez unilateral.

É o caso da advogada Andrea Cristina, que perdeu a audição do lado esquerdo em consequência de uma doença autoimune. Há três anos, ela usava o aparelho auditivo convencional, mas, após algumas complicações, decidiu se submeter à nova técnica.

“É revelador imaginar que a gente pode sair de um patamar que é bom e ir para uma situação melhor. A gente se sente alegre, muito contente. Eu já testei esse aparelho e é diferente. A gente percebe que é notória a clareza do som que esse novo aparelho proporciona”, diz.

g1


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