Superinformado Notícias
Facebook
Twitter
Instagram

Por que os surfistas têm 3 vezes mais chances de ter bactérias super-resistentes no corpo

Aumento da resistência de organismos a antibióticos é um problema global, segundo a Organização Mundial de Saúde.


terça-feira, 23/janeiro/2018
Por que os surfistas têm 3 vezes mais chances de ter bactérias super-resistentes no corpo

Poucos sabem disso, mas a prática do surfe pode expor atletas a bactérias difíceis de eliminar.

Um estudo da Universidade de Exeter, no Reino Unido, aponta que os surfistas têm três vezes mais possibilidade de carregar bactérias super-resistentes a antibióticos que o resto da população.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que os praticantes do esporte engolem dez vezes mais água que outras pessoas que nadam no mar habitualmente.

A partir disso, os autores dessa nova pesquisa quiseram averiguar eles eram mais vulneráveis às bactérias que contaminam as águas.

Super-resistentes

A equipe de pesquisadores analisou as fezes de 143 surfistas e de 130 pessoas que nadam regularmente na costa do Reino Unido. O objetivo era examinar se seus estômagos abrigavam a bactéria E.coli resistente a cefotaxima, antibiótico muito usado clinicamente.

Os resultados, publicados na revista científica Enviroment International, revelaram que 9% dos surfistas tinham essa bactéria resistente, versus 3% dos demais nadadores que participaram do estudo. Isto significa que a E. coli continuaria em seus estômagos mesmo se eles tomassem o antibiótico mais usado para combatê-la.

A coordenadora da pesquisa, Anne Leonard, acredita que como os surfistas são “geralmente jovens, estão em forma e se sentem saudáveis, é pouco provável que se preocupem com sua saúde”.

A cientista acredita que as bactérias chegam até o mar sobretudo por meio de resíduos de esgoto e de fazendas em épocas de chuva forte.

Uma forma de evitar a ingestão dessas bactérias, recomenda ela, é que os surfistas e nadadores permaneçam fora da água durante dois dias, mais ou menos, de forma regular e que evitem entrar na água depois de uma chuva forte.

Alerta global

Segundo os pesquisadores, os riscos a que os surfistas estão expostos podem se estender para grupos mais vulneráveis da população, como idosos e crianças.

“(Os surfistas) têm o potencial de transmitir essas bactérias, caso não tenham uma boa higiene ou não lavem as mãos para preparar os alimentos”, diz Leonard.

No final do ano passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) advertiu que a resistência aos antibióticos é hoje uma das maiores ameaças para a saúde mundial, a segurança alimentar e o desenvolvimento. Trata-se de um problema que pode afetar qualquer pessoa, de qualquer idade, em qualquer país.

O uso indevido desses medicamentos no ser humano e nos animais está fazendo com que as bactérias fiquem cada vez mais resistentes, tornando mais difícil tratar infecções como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonela.

“A resistência a bactérias tem sido reconhecida como uma das maiores ameaças do nosso tempo. E há agora uma grande atenção ao fato de como a resistência pode se espalhar pelos ambientes naturais. Nós precisamos, urgentemente, saber mais sobre como os seres humanos estão expostos a essas bactérias e como elas colonizam nossos estômagos”, avalia a coordenadora da pesquisa com surfistas.

G1


Compartilhar
Compartilhe no Facebook
Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Google Plus

Leia Também
Para emagrecer, é melhor cortar gordura ou carboidrato? Novo estudo afirma que tanto faz

Doação de órgãos cresce e bate novos recordes no Paraná

Dermatologistas ensinam como retirar o glitter do corpo no Carnaval

Carnaval também requer cuidados especiais com a pele


Energéticos têm impacto negativo em jovens, diz estudo

Energéticos têm impacto negativo em jovens, diz estudo


​​Praticar corrida de rua requer alguns cuidados para evitar lesões

​​Praticar corrida de rua requer alguns cuidados para evitar lesões


Estudo afirma que café pode diminuir risco de câncer de próstata

Estudo afirma que café pode diminuir risco de câncer de próstata


Sobe para 13 o número de mortos por febre amarela em São Paulo

Sobe para 13 o número de mortos por febre amarela em São Paulo