Superinformado Notícias
Facebook
Twitter
Instagram

Veja o que é e como tratar o ceratocone, doença que pode levar à cegueira

Em casos mais graves, é necessário fazer um transplante de córnea para sanar o problema.


quarta-feira, 20/julho/2016
Veja o que é e como tratar o ceratocone, doença que pode levar à cegueira

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a cada 100.000 pessoas no mundo, de 4 a 600 delas desenvolvem o ceratocone. Também conhecido como distrofia contínua e progressiva, ceratocone é uma doença que afeta a córnea – parte transparente do olho -, deixando-a mais fina e menos resistente. Com a pressão intraocular constante sobre ela, ocorre uma modificação na sua espessura e formato, que adquire uma aparência “pontiaguda”.

 

Sua maior incidência ocorre na adolescência, entre os 13 e 18 anos de idade. Em geral, afeta em 90% dos casos ambos os olhos, tanto em homens como em mulheres. Entre os sintomas estão: fotofobia, irritações, ofuscamento, embaçamento e distorções moderadas. Na maioria dos casos as pessoas não percebem que possuem a doença, pois ela aparece disfarçadamente, sendo, por vezes, comumente confundida com miopia ou astigmatismo. Em caso de suspeita, o diagnóstico é feito por meio de exame oftalmológico. Quando descoberta precocemente, pode-se evitar a evolução da doença, que, em casos mais graves, pode exigir até um transplante de córnea. Apesar de não ter tratamento, o certaocone pode se tratado, podendo melhorar a visão do portador da doença, estabilizando o problema e reduzindo as deformidades da córnea. Na maioria das situações, o problema é solucionado por meio de adoção de óculos, lentes de contato ou cirurgia. Apenas 10% dos casos evoluem para transplante de córnea.

 

A Córnea está localizada na parte anterior do globo ocular e, juntamente com a esclera, compõe a parte fibrosa e protetora do olho. A boa visão é consequência da transparência desta estrutura. Alterações no formato e na transparência da córnea podem comprometer seriamente a visão. O transplante consiste na substituição da córnea opaca ou doente em sua espessura total (penetrante) ou parcial (lamelar). É um procedimento cirúrgico que pode ser realizado em caráter ambulatorial, não sendo necessária a hospitalização do paciente.

 

Novas técnicas têm auxiliado ainda mais pessoas que precisam se submeter ao transplante de córnea. Os médicos oftalmologistas Bernardo Cavalcanti e Lúcio Maranhão, do Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope), trouxeram de Indianápolis, nos Estados Unidos, uma técnica revolucionária. Trata-se da chamada DMEK, que permite uma menor incisão, além de menor quantidade de sutura – precisa de apenas uma e o transplante tradicional leva em média 16 suturas. As vantagens também se estendem para o pós-operatório, já que estudos indicam apenas 1% de rejeição com o método DMEK, em comparação com 20% nos transplantes tradicionais penetrantes.

 

A nova técnica consiste na remoção de uma fina camada da córnea que contém a Membrana de Descemet e Endotélio (ambas são camadas do olho) das córneas doadas. Essa fina camada pode ser implantada por incisão de 3.0mm, enquanto o transplante endotelial requer em média uma abertura de 5.2mm. Essa técnica permite uma melhor e mais rápida recuperação visual. “Nós aprendemos todas as novidades em relação à preparação do tecido doador, técnica de aplicação no enxerto no receptor, dados novos em relação à recuperação visual e rejeição”, explica Dr. Bernardo Cavalcanti.

 

Qualquer pessoa que falece, seja por morte encefálica ou por parada cardíaca, pode doar a córnea que, após a retirada, dura até 14 dias. Para que haja a doação, de acordo com a legislação brasileira, um parente de até segundo grau precisa autorizar.

 

Prevenção – No caso do ceratocone, algumas atitudes na rotina podem ajudar a prevenir e até mesmo evitar o desenvolvimento da doença. Pessoas com hábito de coçar os olhos possuem mais chances de desenvolver a doença, portanto esse hábito deve ser evitado. Proteger os olhos com óculos escuros, pois a luz, seja do sol ou outros tipos de radiação, causa sensibilidade, proporcionando o desenvolvimento da doença.


Compartilhar
Compartilhe no Facebook
Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Google Plus

Leia Também
EUA aprovam nova droga anti-HIV: a primeira a juntar dois compostos da nova geração

Tratamento para câncer de próstata ganha genérico inédito

Unicamp desenvolve colírio para evitar e tratar perda de visão em diabéticos

Mal do século: a diabetes e seus malefícios


Jovens estão perdendo audição por causa de fones de ouvido, alerta conselho

Jovens estão perdendo audição por causa de fones de ouvido, alerta conselho


Senado aprova projeto que assegura a vítimas de câncer de mama cirurgia para simetria dos seios

Senado aprova projeto que assegura a vítimas de câncer de mama cirurgia para simetria dos seios


As vantagens e desvantagens do cada vez mais popular coletor menstrual

As vantagens e desvantagens do cada vez mais popular coletor menstrual


Projeto da UFPR de acompanhamento de bebês é implantado no Hospital de Guaratuba

Projeto da UFPR de acompanhamento de bebês é implantado no Hospital de Guaratuba