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Revista por Escrito discute o direito da infância ao brincar


quarta-feira, 19/novembro/2014
Revista por Escrito discute o direito da infância ao brincar

O brincar na escola, em casa, na cidade, os desafios das novas tecnologias, o esporte e a arte como espaços do brincar. “A infância em jogo” é o tema da nova edição de “Por Escrito”, revista binacional de reflexão, editada em parceria entre a Fundação Arcor, da Argentina, e Instituto Arcor Brasil.

O direito das crianças e adolescentes ao brincar é o foco central da publicação, que reúne artigos, entrevistas e estudos de caso sobre este aspecto fundamental na cultura da infância. A nova edição da revista “Por Escrito” está disponível no site do Instituto Arcor Brasil (www.institutoarcor.org.br )

A definição do brincar na história e na sociedade contemporânea é comentada no artigo “Uma perspectiva histórica sobre a infância e o brincar na escola”, de Angela Aisenstein, Doutora em Educação pela Universidade de San Andrés, onde é docente e pesquisadora e dirige a Especialização e Mestrado em Educação.

A autora nota que o formato do brincar “sério e controlado” na escola foi modificado “a partir de novas produções do discurso pedagógico que derivam, ou tomam como insumo, conhecimentos produzidos por novas pesquisas científicas”. Ela destaca, em especial, a “psicologia do desenvolvimento e a proclamação pedagógica liberadora-democratizadora”, que promoveram a reconfiguração do brincar na escola.

A importância do brincar para o desenvolvimento infantil é o foco da entrevista de Ana Abramowski e Cecilia Elizondo (editoras deste número da revista “Por Escrito”) com Esteban Levin, psicanalista, Diretor-professor da Escola de Formação em Clínica Psicomotriz e Problemas da Infância, de Buenos Aires. Para Levin, “não é que brincar seja importante ou vital, é estruturante. Podemos inverter o argumento e dizer: não é que a criança constrói a brincadeira, senão que é o brincar que constitui a experiência de ser criança. Colocamos o brincar como sujeito e não como coisa passageira”.

“As crianças, as brincadeiras e as tecnologias: um universo por descobrir” é o título do artigo de Carolina Duek, Doutora em Ciências Sociais e professora no curso de Ciências da Comunicação da Universidade de Buenos Aires. Ela comenta uma pesquisa feita com crianças, que abordou o uso de aparelhos eletrônicos e redes sociais. A autora observa que os relatos das crianças sobre a relação com as novas tecnologias e dispositivos “divergiam muito da imagem que os adultos com que convivem tinham construído”. Carolina Duek sustenta que ficou claro que “as novas tecnologias e dispositivos não substituem as brincadeiras tradicionais, mas sim que convivem de forma diversa com eles”.

Outra entrevistada é Micaela Puig, formada em diversas disciplinas e diretora do laboratório multimídia “Flexible”, onde participam crianças e adolescentes de 5 a 15 anos. O laboratório desenvolve uma programação anual, com base em projetos interdisciplinares, no qual as crianças e adolescentes estão envolvidos, sempre com a presença do brincar.

“A questão do gênero na educação do movimento” é o título de outro artigo, de Pablo Ariel Scharagrodsky. Ele discute a relação entre esporte e educação física com a questão de gênero.

A experiência do Museu do Brinquedo de San Isidro é apresentada, por sua vez, por sua diretora, Daniela Pelegrinelli. “Embora o brincar não seja exclusivo da infância, o Museu privilegiou este público na hora de pensar sua missão, exibição, estrutura e atividades”, explica ela.

“Algumas aproximações sobre a recreação” é o título do artigo de Cristina María Diéguez, professora em Sociologia na Universidade de Buenos Aires e reitora eleita do Instituto de Tempo Livre e Recreação. Ela defende uma tese polêmica: “Provavelmente, com dinâmicas de aulas ágeis, com estudantes (e professores) protagonistas da construção do conhecimento, com atividades prazerosas e interessantes, com participação intensa e comprometida, os recreios não seriam necessários ou a forma atual em que estão estruturados hoje em dia, não seria pertinente”.

O “Esporte seguro e inclusivo para todas as crianças da América Latina e do Caribe” é a proposta do Escritório Regional da Unicef para a América Latina e o Caribe, no marco do seu programa “Vamos jogar”.

Duas experiências fecham a edição de “Por Escrito”. Uma é a das Cumbres de Juegos Callejeros (CUJUCA), espaços comunitários de encontro entre vizinhos, famílias, crianças e adultos que buscam recuperar brincadeiras tradicionais. Nasceram na região de Abasto e já estão presentes em vários pontos da Província de Buenos Aires.

Outra experiência, do “Revoar”, é contada por Ana Alma. Trata-se de uma ação envolvendo jogos e brincadeiras, com a participação de integrantes do Programa Casas das Crianças e Adolescentes, que funcionam em horário alternado ao da escola, em vários bairros da capital argentina.

 

 

Mais informações:

Instituto Arcor Brasil – www.institutoarcor.org.br

José Pedro Soares Martins (MTb 17.572) – Assessoria de Imprensa

(19) 98206.1867 – josepmartins@uol.com.br


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