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Agêcia de viagens posta falência no ‘Face’ e deixa clientes na mão

Até o dia 24 deste mês a operadora continuava oferecendo pacotes


domingo, 27/dezembro/2015
Agêcia de viagens posta falência no ‘Face’ e deixa clientes na mão

Operadora de turismo Interlaken, que tem três agências em Curitiba (duas delas em shoppings da capital), anunciou na manhã de sábado (26), pelo Facebook, o encerramento das suas atividades. “Após 30 anos de serviços prestados ao segmento de turismo, infelizmente encerramos as nossas atividades em função da crise econômica. Lamentamos muito o ocorrido e faremos o possível para sanar individualmente os danos causados a cada um dos clientes”, dizia o comunicado publicado na rede social.

O aviso logo após o feriado de Natal foi seguido de uma série de comentários de clientes que descobriram que os pacotes já pagos para fim de ano e férias de verão não estão confirmados.

Um dos clientes da agência contou que comprou um pacote por R$ 9 mil para seis pessoas para Foz do Iguaçu, onde passariam a virada do ano. Ele pagou R$ 3 mil de entrada e parcelou o restante. “Está quase todo pago, só faltam R$ 1.400”, explicou. Agora, ele vai tentar sustar os dois últimos cheques que faltam. Segundo ele, a diretora da agência, que ligou hoje, disse que as passagens aéreas estão pagas, mas o hotel (Nadai) ainda não, e se eles chegassem lá teriam que pagar.

Outra cliente que não quer ser identificada chegou a entrar em contato com a TAM para verificar como estavam as suas passagens. “Estavam canceladas desde o dia 15 de outubro por falta de pagamento”, disse. Além disso, ela relata que a viagem foi fechada em etapas, inclusive, hotel e carro foram vistos depois do mês de outubro. “Estava num grupo de mensagens em que eles disparavam promoções. Quando fui mandar mensagem lá vi que o grupo foi excluído”, contou. Alguns clientes já tiveram resposta da própria agência que afirma “não poder ressarcir financeiramente”.

Até o dia 24 deste mês a operadora continuava oferecendo pacotes. Agora, até o site está fora do ar. Os próprios clientes lesados montaram grupos no Whatsapp (como o limite é de 100 pessoas, são dois grupos com 100. Ao todo, 200 clientes estão conversando) para se mobilizar em prol dos seus direitos. O plano é fazer denúncia de estelionato na segunda-feira (28) e também procurar o Procon. O advogado da empresa Rafael Nunes informou que a Interlaken, aos poucos, vai entrar em contato com os clientes para tentar reaver a situação.

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Ação

Dentro dos grupos do WhatsApp, os advogados Mariana Probst Bogus e Paulo Roberto Nascimento tomaram a frente para ajudar. Eles pretendem reunir outros clientes da operadora para tomar providências. Na segunda-feira (28), eles têm um encontro marcado em frente à uma das sedes da Interlaken e, depois disso, irão à Delegacia de Proteção ao Consumidor e Delegacia de Estelionato, já que, segundo Mariana, é possível vislumbrar elementos criminais no caso. Há também o interesse de procurar o Ministério Público e o Procon.

Segundo a advogada, depois do primeiro contato é possível que cada um veja como quer agir individualmente. “Também vamos verificar a suposta questão da falência, já que ainda não há comprovação oficial da mesma. O caso apenas foi afirmado pela proprietária”, disse. Pelos relatos do grupo de conversas já é possível contabilizar um prejuízo próximo à 1 milhão de reais.

É indicado que sejam impressas todas as provas das transações com a Interlaken Turismo: desde conversas no celular, transferências bancárias, boletos, extratos do cartão de crédito ou vouchers do cartão de crédito. “Qualquer documento que comprove a compra dos serviços é útil”, finaliza Bogus.

Orientações

O professor de Direito do Consumidor da Unicuritiba Eros Cordeiro explica que o primeiro passo para reaver o dinheiro perdido é fazer uma reclamação no Procon, um registro da ocorrência. Segundo ele, é importante alertar que eles precisam ter a reclamação registrada por escrito. Uma dica é montar uma associação para fazer uma ação coletiva. “Isso só pode ser feito, no entanto, assim que eles tiverem em mãos um título judicial. O que eles têm é um crédito judicial de contrato. Mas se a ação for coletiva pode facilitar”, explica. Outra alternativa, diz Cordeiro, é a buscar auxílio do Ministério Público para que ele possa investigar a situação e apontar se houve alguma fraude no processo.

 

paranaonline


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