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Estudantes da UNICENTRO estiveram em áreas de conflito entre índios e fazendeiros

Fazendeiros atacam tribos indígenas com aviões e agentes químicos


segunda-feira, 28/dezembro/2015
Estudantes da UNICENTRO estiveram em áreas de conflito entre índios e fazendeiros

Leia o relato do estudante de história, Pedro Dall’Agnol Ribeiro (na foto, o segundo a partir da esquerda) que também é da diretoria do Centro Acadêmico de História da UNICENTRO e que participou da Caravana Tekoha entre os dias 10 e 13 de dezembro.
“Neste último mês, tivemos a oportunidade de conhecer de perto a realidade ao qual estão sujeitos os indígenas da etnia Guarani-Kaiowá, na região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, distante 50km de Caarapó.
Passamos três dias e duas noites convivendo com a dura realidade a que os indígenas da Terra Indígena Takuara estão sujeitos, acompanhados o tempo todo da liderança indígena Valdelice Veron, filha do líder Guarani-Kaiowá Marcos Veron brutalmente assassinado em 2003 e que a todo instante nos relatava dos ataques sofridos e de como estas ações estavam se tornando rotina nas aldeias.
Durante o período em que estivemos na aldeia convivemos com o medo constante de um possível ataque, tanto dos jagunços, que são matadores contratados por fazendeiros e políticos da região, quanto das aeronaves que lançam agrotóxicos sobre as aldeias e plantações. Sentimos a apreensão a cada moto e caminhonete que se aproximava da aldeia, pois a rotina dos ataques faz apenas com que o próximo ataque tenha se tornado questão de tempo.
Mesmo com este clima de apreensão, percebemos que a disposição em resistir aos ataques e de lutar pelas terras que lhes são de direito aumentam a cada ataque, mesmo que todos e todas tombem sobre a terra e a pintem de sangue. Sangue Guarani-Kaiowá.”
Nesta semana, o Jornal Correio do Brasil noticiou que: Fazendeiros atacam tribo indígena com agente químico. Veja a matéria:
Uma nova denúncia, desta vez filmada por um líder indígena, mostra ação de supostos fazendeiros da região de Caarapó, no Mato Grosso do Sul, pela expulsão das famílias que permanecem no acampamento Tey’i Jusu, da etnia Kaiowá. De acordo com a filmagem “fazendeiros da região despejam agrotóxico sobre as famílias”.
“Debaixo do veneno, crianças, velhos, pessoas da etnia indígena Kaiowa que tentam viver sua cultura e plantar seu alimento em paz sobre seu território ancestral”.
O ataque teria ocorrido neste sábado “sobre o córrego d’água e sobre o resquício de mata ainda não derrubado pelo agronegócio”. Ao longo de 2014, denúncias foram encaminhadas para a Sexta Câmara de Justiça do Mato Grosso do Sul, “contendo vídeos que flagraram uma aeronave idêntica despejando veneno sobre estas famílias”, afirmou a testemunha. Este seria o quinto ataque químico “contra a mesma comunidade, em menos de um ano”, afirmou.
Luta antiga
Há décadas, o povo Guarani Kaiowá resiste aos ataques de fazendeiros ao seu território, no Estado do Mato Grosso do Sul. A luta, no entanto, tornou-se mais aguerrida nos últimos quatro anos. Desde 2012, ano de intensa mobilização dos povos indígenas no Mato Grosso do Sul, a causa indígena conseguiu uma visibilidade e alianças talvez jamais vistas na história deste país.
Uma enorme repercussão e solidariedade se espalhou pela internet (Somos todos Guarani Kaiowá) e se desdobrou, desde então, em outras dezenas de campanha. Milhares de pessoas acrescentaram a seus nome o nome desse povo. Um abaixo assinado, na época, reuniu mais de 300 mil assinaturas de apoio aos direitos desse povo. Em mais de uma centena de cidades realizaram manifestações e atos públicos de apoio a esses povos. Podemos dizer que o Brasil e o mundo foram um pouco mais Guarani-Kaiowá, solidarizando-se e apoiando a dura luta pela vida e pelos seus territórios.
Ainda assim, os ataques de fazendeiros da região ocorrem, sem que haja a intervenção policial efetiva no conflito.
Fonte: Jornal Correio do Brasil


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