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Galeão com tesouro de até R$ 60 bilhões é encontrado na Colômbia


segunda-feira, 07/dezembro/2015
Galeão com tesouro de até R$ 60 bilhões é encontrado na Colômbia

O governo colombiano anunciou durante o fim de semana a descoberta dos destroços do galeão San José, considerado o “Santo Graal” da arqueologia submarina. A embarcação naufragou em 1708, na costa de Cartagena, enquanto tentava escapar de uma batalha naval com ingleses. De acordo com os registros da época, o navio carregava aproximadamente 600 tripulantes, sendo que apenas 11 sobreviveram, e 200 toneladas de ouro, prata e esmeraldas que estavam sendo transportadas da Nicarágua para a Espanha. O valor do tesouro foi estimado em até US$ 17 bilhões, cerca de R$ 60 bilhões.

“Grande notícia: encontramos o galeão San José”, anunciou o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pelo Twitter na noite de sexta-feira.

No dia seguinte, o mandatário colombiano se reuniu com a imprensa local na Base Naval de Cartagena, onde divulgou os primeiros detalhes da descoberta. O galeão foi encontrado no dia 27 de novembro, por uma equipe formada por pesquisadores do Instituto Colombiano de Antropologia e História (ICANH) e da Marinha do país. O achado só foi possível pelo uso de novas tecnologias de exploração subaquática, que equiparam a embarcação “Malpelo”.

É um acontecimento da ciência que nos faz lembrar que a História colombiana é constituída por eventos de épocas muito distintas, protagonizada por milhares de pessoas que fazem parte da memória nacional — disse o presidente, segundo o jornal “El Tiempo”. — Isso é apenas o começo. Entretanto, ninguém tocou em nenhuma peça, mas não existem dúvidas que se trata do galeão que foi afundado há 307 anos.

Ernesto Montenegro, do Instituto Colombiano de Antropologia e História, informou que o galeão foi encontrado a uma profundidade de 600 metros, e que a identificação se deu pelos canhões, que foram fundidos especificamente para esta embarcação.

 

— Durante as buscas foram encontradas cerca de 30 anomalias e 5 naufrágios, um deles é o San José, que está recostado no leito marinho — contou Montenegro, dizendo que foram encontradas armas pessoais, vasos de cerâmica, porcelana e frascos de vidro.

Santos assegurou que o governo continuará com expedições de investigação e exploração, para garantir a proteção do patrimônio cultural. O presidente colombiano concordou com proposta do prefeito de Cartagena, Dionisio Vélez, sobre a criação de um museu com as peças que forem retiradas do sítio arqueológico.

— Essa é uma boa notícia para Colômbia e para o mundo, mas sobretudo para Cartagena, pois estamos pensando em criar um museu de estatura internacional para atrair mais turistas — afirmou Santos.

BATALHA JUDICIAL

Porém, os planos do governo colombiano devem esbarrar nos interesses de ao menos duas outras partes. A empresa americana Sea Search Armada (SSA) trava uma batalha judicial contra o governo colombiano desde os anos 1980, argumentando ser a responsável pela descoberta das coordenadas da batalha que culminou com o naufrágio do San José. A companhia, baseada em Washington, afirma ter vencido uma disputa em tribunais colombianos que lhe garante metade das riquezas encontradas, informação negada pelo governo.

‘Essa é uma boa notícia para Colômbia e para o mundo, mas sobretudo para Cartagena, pois estamos pensando em criar um museu de estatura internacional para atrair mais turistas’
– PRESIDENTE DA COLÔMBIA, JUAN MANUEL SANTOS

Em entrevista à CNN, Jack Harbeston, diretor da SSA, afirmou que o governo colombiano continua “repetindo uma grande mentira (…) de que a SSA perdeu seus direitos sobre o tesouro”. Segundo o executivo, a Colômbia chegou a ameaçar a empresa com o uso de força militar, “a mesma mentalidade dos conquistadores”. Há três anos, a companhia estimou o valor do tesouro entre US$ 4 bilhões de US$ 17 bilhões.

— Ninguém sabe exatamente o que existe lá — Harbeston.

Horas após o anúncio da descoberta, o secretário de Estado de Cultura da Espanha, José María Lassale, afirmou que solicitaria ao governo colombiano “informações precisas sobre o achado e a legislação que se aplica sobre naufrágios espanhóis”, antes de “decidir medidas” que serão tomadas para “defender o que entendemos ser patrimônio subaquático e o respeito às convenções da Unesco”.

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De acordo com o jornal espanhol “El País”, essas convenções já garantiram a recuperação de parte do patrimônio em descobertas anteriores, como a da fragata Mercedes, localizada pela companhia americana Odissey. Segundo Lassale, é preciso cautela por causa das boas relações entre os dois países, mas também “uma clara defesa do nosso patrimônio subaquático e a reserva para adotar todas as medidas que o governo espanhol considere adequadas para manter a defesa e proteção do mesmo”.

 

A HISTÓRIA DO SAN JOSÉ

O San José era um galeão de guerra da marinha espanhola, que foi afundada no dia 8 de junho de 1708, após ser atacado por forças britânicas nas redondezas das ilhas do Rosário, em Cartagena. A batalha, conhecida como do Barú, levou para o fundo do mar 200 toneladas de peças de ouro, prata e esmeraldas, que seguiam do Novo Mundo para a Espanha.

O galeão havia partido do Panamá com a produção de ouro, prata e esmeraldas acumulada no Perú durante seis anos, por causa da guerra de Sucessão. O San José se dirigia para Cádiz em uma esquadra, que foi atacada pelas forças de Charles Wagner, primeiro lorde do Almirantado Britânico. Durante a batalha, o San José foi ao fundo, o galeão Santa Cruz foi capturado e o restante da frota conseguiu escapar. Além da preciosa carga, o San José transportava 400 passageiros e 200 tripulantes. Apenas 11 pessoas sobreviveram.

O Globo

 


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