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Manifestação contra governo Temer fecha Av. Paulista, em São Paulo

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participa do ato. Segundo organizadores, ato reúne 100 mil pessoas.


sábado, 11/junho/2016
Manifestação contra governo Temer fecha Av. Paulista, em São Paulo

Manifestantes contrários ao governo do presidente em exercício, Michel Temer, protestam na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, nesta sexta-feira (10). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participa do ato.

Quatro quarteirões são ocupados pelos manifestantes. A via foi totalmente interditada na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e os manifestantes se espalham no sentido Consolação até a Alameda Ministro Rocha Azevedo e, no sentido Paraíso, eles bloqueiam desde a Consolação até a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Os organizadores do evento, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, anunciaram pelo alto-falante que 100 mil pessoas participam do protesto. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o protesto começou com 70 mil pessoas e, depois, às 20h30, passou a 100 mil manifestantes na Avenida Paulista. A Polícia Militar disse que divulgará a estimativa de público apenas após o término do ato.

Durante o discurso que durou 36 minutos, Lula pediu para Temer devolver a presidência a Dilma Rousseff. “Você é um advogado, você sabe que você não agiu corretamente assumindo a presidência”, afirmou.

Lula também fez críticas à política internacional do atual governo e falou sobre a possibilidade de se candidatar às eleições presidenciais em 2018. “Eles querem execrar minha imagem para eu não ser candidato a presidente. Quanto mais me provocarem, mais eu corro o risco de ser candidato a presidente”, disse Lula.

O ato teve show do cantor Chico César. O palco foi montado no mesmo local onde foi realizado o ato contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, antes da votação na Câmara dos Deputados.

Os manifestantes exibiam cartazes com palavras de ordem, como “Fora Temer, volta Dilma” , “Fora Temer, não ao golpe”, “Nenhum direito a menos”.

Rui Falcão, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), disse que não há conciliação com governo ilegítimo.

Fonte: G1


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