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Tribunal de Justiça do PR concede perdão de pena para Beatriz Abagge

Ela foi condenada a mais de 21 anos de prisão pela morte de menino.


sábado, 18/junho/2016
Tribunal de Justiça do PR concede perdão de pena para Beatriz Abagge

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) concedeu perdão de pena para Beatriz Abagge. Ela foi condenada a mais de 21 de prisão pela morte do menino Evandro Ramos Caetano. O crime aconteceu em Guaratuba, no litoral do estado, em 1992. Ele tinha seis anos.

Com a decisão da Justiça, mesmo condenada, Beatriz não precisará cumprir a pena. A defesa de Beatriz Abagge entende que ela não tem mais pendências com a Justiça e que não precisará sofrer novas punições, já que cumpriu mais de cinco anos de prisão.

A decisão do TJ-PR. de quinta-feira (16), é em caráter liminar e ainda cabe recurso.

condenação de 21 anos e quatro meses de prisão pela morte de Evandro foi anunciada no dia 28 de maio de 2011, mas Beatriz recorria da decisão em liberdade.

Prisão imediata
No início de junho de 2016, a Justiça do Paraná tinha determinado a prisão imediata de Beatriz Abagge.

Pouco antes, em abril, a 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba já havia determinado a prisão baseada em um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que decisões em segundo grau devem ser cumpridas imediatamente.

‘As bruxas de Guaratuba’
O caso ficou conhecido como “As bruxas de Guaratuba”. Evandro Ramos Caetano, de seis anos, desapareceu em abril de 1992 quando ia para a escola. O corpo dele foi encontrado cinco dias depois “com lesões semelhantes às percebidas em sacrifícios de animais, como amputação de membros e retirada do coração”, como afirmou o promotor de Justiça do Tribunal de Júri de Curitiba, Paulo Sérgio Markowisz de Lima.

No primeiro julgamento, em 1998, Beatriz e a mãe, Celina, haviam sido absolvidas. Antes disso, ela ficou presa por cinco anos e nove meses.

Dois pais-de-santo e um ajudante foram condenados pelo crime em 2004. No entanto, o Ministério Público recorreu da decisão e conseguiu, através do Supremo Tribunal Federal (STF), um novo julgamento. Porém, apenas Beatriz foi julgada novamente. Para a mãe, Celina, o crime prescreveu porque ela já tinha 70 anos.

“Sou inocente e vou continuar gritando minha inocência”, afirmou Abagge na saída do Tribunal. Ela foi condenada por quatro votos contra três do júri popular.

g1


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