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Turistas enfrentarão caminho difícil até o litoral do Paraná

Quem desce a Serra do Mar tem de estar preparado pra encarar demora e congestionamento


segunda-feira, 28/dezembro/2015
Turistas enfrentarão caminho difícil até o litoral do Paraná

Quem desce a Serra do Mar tem de estar preparado pra encarar demora e congestionamento. O acesso a Pontal do Paraná é feito pela PR-407, de pista simples. Pra chegar aos balneários do município e de lá seguir para Matinhos, o caminho é pela PR-412, também de pista simples. E quem vai pra Guaratuba enfrenta ou as filas do ferry boat ou as ondulações no asfalto da entrada por Garuva, que precisa de recapeamento.

O primeiro passo pra melhorar esse quadro foi dado, de acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), mas as melhorias só devem sair depois de 2018. O governo procura empresas interessadas na construção da PR-101, que começará na BR-116 e cruzará toda a região litorânea até chegar na BR-376, com acessos de pista dupla pras praias. O chamado também é feito a empresas interessadas em implantar a ponte sobre a Baía de Guaratuba, uma opção ao ferry boat. Após analisar os projetos, o estado deve fazer as licitações em 2017.

Impasse

A construção da ponte é uma reivindicação antiga dos moradores de Guaratuba e Matinhos. Existem três grupos que organizam protestos e abaixo-assinados pra pressionar o governo: Ponte Travessia de Guaratuba, Ponte de Guaratuba Já e Ponte Já. “Para o turista, passar com o ferry boat de vez em quando é até bonito, mas para os moradores é uma tristeza”, conta o contador Alex Fatel, líder do grupo Ponte Travessia de Guaratuba. Ele não bota fé que desta vez o projeto saia do papel, porque muitos estudos já foram feitos no passado. O líder acredita que a demora na implantação da ponte é uma questão de corrupção. “São só 900 metros de distância, com R$ 250 milhões ou R$ 300 milhões a obra poderia ser feita. Alguém está se beneficiando com o ferry boat”, especula.

Enquanto a ponte não sai, os turistas e moradores continuarão aguentando filas e transtornos. A representante comercial Ivani Handocha vive em Guaratuba e faz a travessia três vezes por semana, há 20 anos. “Não gosto de jeito nenhum. São filas enormes, toda vez gasto de 30 a 50 minutos pra chegar ao outro lado. É um tempo perdido”, queixa-se. De acordo com ela, é dada preferência para caminhões, que pagam valor maior para atravessar, e é colocado peso acima do ideal sobre as embarcações. “A balsa afunda e fica um desnível de até 60 cm entre a embarcação e a plataforma. Sempre engancho meu carro para sair, e ninguém se responsabiliza pelo dano”.

Horários de pico

A concessionária responsável pelo ferry boat finalizou reparos em duas das seis embarcações. Serão colocadas quatro balsas para realizar a travessia, com duas de reserva, caso haja demanda e não tenha chuva nem neblina. A capacidade é de 800 veículos por hora. Veja quais são os horários de pico e evite-os para escapar das filas:

De Matinhos pra Guaratuba: 24, quinta – 15h às 23h
25, sexta – 8h às 12h
30, quarta – 15h às 23h
31, quinta – 15h às 23h
De Guaratuba pra Matinhos: 01, sexta – 15h às 23h
02, sábado – 8h às 12h
03, domingo – 15h às 23h

 

Paranaonline


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